Brasil exporta tecnologia sobre cana-de-açucar

26/02/2007

Brasil exporta tecnologia sobre cana-de-açucar



O Brasil é referência mundial quando o assunto é produção de cana-de-açúcar e álcool. A tecnologia nacional chegou ao espaço, de onde já se pode monitorar a expansão do plantio no País. O programa Canasat (

www.dsr.inpe.br), desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) com base em imagens de dois satélites, mostra que do noroeste de São Paulo, por exemplo, os canaviais espalham-se rapidamente pelo Centro-Sul do País, em direção ao Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas, Paraná, Rio e Espírito Santo.
E o Inpe não está sozinho. Esta é apenas uma das inúmeras tecnologias desenvolvidas nas últimas décadas. No campo, programas de adaptação de variedades são cada vez mais eficazes e tornam possível o plantio de cana em praticamente todo o País.
A pesquisa ajuda ainda a extinguir práticas agrícolas hostis, como a colheita manual e as queimadas. O mercado já oferece diversas opções de maquinário para cana, especialmente colhedoras, que também reduzem as perdas. Quando se fala em instalação de usina, é aqui no Brasil que investidores vêm buscar informações e adquirir mão-de-obra especializada.
O potencial brasileiro nesta área parece ser unanimidade mundo afora. Fabricantes de máquinas para o setor são destino obrigatório para estrangeiros interessados em investir na atividade. “Esperávamos um mercado menos avançado”, disse o pesquisador do Instituto de Engenharia Agrícola da Universidade de Hohenheim, Leandro Henz, em visita à indústria Santal, de Ribeirão Preto (SP). O pesquisador acompanhou um grupo de agricultores alemães, produtores de beterraba, que conheceram as fases da produção da cana. Na década de 70, uma máquina colhia 150 toneladas de cana por dia. Hoje, colhe 800 toneladas/dia.