Campanha contra febre aftosa começa amanhã

28/02/2007
Campanha contra febre aftosa começa amanhã
 
Meta é alcançar este ano cerca de 11 milhões de cabeças de gado, quase 100% do rebanho na Bahia
 

A primeira etapa da nova campanha de vacinação contra a febre aftosa vai ser deflagrada pelo governo do estado nesta quinta-feira. A expectativa é de que a ação atinja, este ano, perto de 11 milhões de cabeças de gados bovinos e bubalinos em todo o território baiano, praticamente 100% do rebanho. O ato oficial acontece na Fazenda Experimental Cruzeiro do Mocó, da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), em Feira de Santana, às 10h, com a presença do secretário da Agricultura (Seagri), Geraldo Simões, dirigentes de órgãos públicos ligados ao setor agropecuário, além de representantes dos criadores. Em março, completam-se dez anos em que a Bahia é considera área livre da doença animal.

De acordo com a assessoria da agência estadual de Defesa Agropecuária (Adab), vinculada à Seagri e responsável pela campanha, nesta primeira fase, os criadores têm até o dia 16 de abril para declarar a vacinação nos escritórios da autarquia. Quem não cumprir o prazo está sujeito ao pagamento de multa de 50 ufirs (unidades fiscais de referência) por animal não vacinado. Uma equipe de 1,2 mil técnicos e auxiliares da agência, além de colaboradores de prefeituras municipais, cooperativas e sindicatos de produtores, estarão envolvidos na ação em todas as regiões do estado. Não foi informado o volume de recursos que está sendo investido na campanha, que envolve peças publicitárias com o mote “Você já vacinou seu gado?” a ser veiculadas em televisão e rádio.

O diretor de defesa sanitária animal da Adab, Valentim Fidalgo, considera que a participação do produtor é fundamental para o combate à aftosa, independentemente das ações dos órgãos oficiais. “Os produtores são os mais interessados em manter seu rebanho sadio e ficar livre dos prejuízos que o aparecimento da doença poderia trazer para o estado. Temos certeza que eles são conscientes do seu papel e vão vacinar seus animais”, afirma. Segundo Fidalgo, a fiscalização sanitária será intensificada em áreas consideradas de risco, como as próximas a lixões, parques de exposições, rodovias, frigoríficos, matadouros, criadores, comerciantes, portos e aeroportos.

TONI VASCONCELOS