Exportação de frango caiu no primeiro mês de 2007
Apesar da ligeira queda nas exportações de frango registradas em janeiro, o setor está otimista em relação ao comércio exterior e acredita que o fechamento de fevereiro deve surpreender. A estimativa é que neste ano as exportações de aves voltem aos níveis de 2005. Em janeiro, os embarques de carne de frango totalizaram 209.049 toneladas, com uma queda de 2,19% em relação ao mesmo período do ano passado, somando US$ 265,068 milhões - redução de 5,6% na mesma comparação. Para o presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Frango (Abef), Ricardo Gonçalves, o resultado não é preocupante. "É reflexo da maior exportação em dezembro, quando as vendas se anteciparam", argumenta. Segundo ele, o setor está otimista com os números deste mês. "Podem surpreender positivamente". Para 2007 as projeções da Abef apontam para embarques de 2,8 milhões de toneladas, um aumento de 5% sobre 2006, e receita de US$ 3,420 bilhões - crescimento de 6,8% na mesma comparação. O resultado é um retorno aos níveis de 2005, antes da "crise da gripe aviária". A ligeira queda no mês passado é fruto da redução nos embarques para a Ásia e América do Sul e de uma menor venda de cortes. Segundo a Abef, em janeiro o embarque de corte foi 7,05% menor - 124.035 toneladas - somando US$ 157,389 milhões (-13,72%). As vendas de frango inteiro também caíram (-0,77%): 72.541 toneladas - com receita cambial, que de US$ 78,419 milhões (- 4,13%). Na contramão, os embarques dos industrializados cresceu 74,06% - 12.472 toneladas - perfazendo uma receita de US$ 29,259 milhões (+76,67%). Entre os principais compradores, a Ásia e a América do Sul tiveram redução nas compras. Para o principal destino das exportações brasileiras de carne de frango as exportações foram de 52.305 toneladas (- 25,04%), equivalentes a US$ 64,649 milhões (-30,60%). As 8.792 toneladas que foram exportadas para a América do Sul representaram uma queda de 62,70%. Em receita foram US$ 9,513 milhões ou 64,97% menos que em janeiro de 2006. Por outro lado, as vendas para a União Européia foram maiores: 34.523 toneladas, um crescimento de 31,52%, somando US$ 71,196 milhões (+ 25,88%). Assim como os embarques para o Oriente Médio: 64.905 toneladas (+ 22,14%) ou US$ 75,040 milhões (+ 12,9%). Também aumentaram as vendas para a África - 17.375 toneladas (+ 0,08%), totalizando US$ 12,558 milhões (+0,03%) - e Rússia - 8.553 toneladas (+ 30,82%), equivalentes a US$ 10,154 milhões. (Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 7)(N.B.)