Multinacional pretende ampliar os investimentos de gás natural na Bahia
Mitsui quer aumentar a demanda a partir da exploração pela Petrobras do Campo de Manati
Menos de um mês depois da entrada em operação do Campo de Manati, na Bacia de Camamu, a multinacional japonesa Mitsui já anuncia a intenção de ampliar os investimentos na área de gás natural na Bahia. O presidente da Mitsui Gás e Energia do Brasil, Izumi Takeno, esteve ontem com o governador Jaques Wagner, na Governadoria, onde apresentou projetos de expansão de negócios no estado.
"Os planos da Mitsui associam-se às perspectivas de resolver a demanda reprimida por gás na Bahia, a partir da exploração pela Petrobras de Manati, que vai dobrar a produção de gás no estado", afirmou o presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães, que acompanhou o encontro de Wagner com os executivos japoneses. Segundo dados da Bahiagás, a demanda reprimida de gás hoje no estado é de 2 milhões de metros cúbicos por dia.
Para Davidson, com a ampliação da oferta de gás na Bahia, empresas do setor, como a Mitsui, também revelarão maior interesse em investir na distribuição. Além dele, o diretor financeiro da Bahiagás, Mauro Alencar, participou da audiência com Wagner.
A Mitsui atua em 120 países em diversas áreas. No estado, a empresa está presente desde abril do ano passado, quando adquiriu da empresa americana Enron 41,5% das ações preferenciais (sem direito a voto) da estatal Bahiagás. A empresa ainda divide com a Petrobras/Gaspetro os 49% nas ações ordinárias (com direito a voto), sendo o Governo do Estado detentor de 51% do capital votante da empresa. No Brasil, a Mitsui atua em sete estados.