Portugueses têm mais de R$ 634 mi para investir em diversas áreas
Com 156 associados, Câmara do Comércio lusa aposta no potencial da Bahia para ampliar seus negócios
Este ano, os empresários portugueses vão investir mais de R$ 634 milhões no estado. A informação foi dada pelo presidente da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil/Bahia, Eduardo Salles, durante o jantar mensal da entidade, que contou com a presença do secretário do Planejamento, Ronald Lobato.
"Temos 156 associados e geramos 45,5 mil empregos", afirmou Salles. Entre as ações da câmara, está o desenvolvimento de relações econômicas, estruturação de negócios, realização de acordos de cooperação e intercâmbio tecnológico envolvendo empresas, universidades e instituições de pesquisa.
O principal objetivo do jantar mensal da câmara, tendo sempre como convidado um secretário de Estado, é conhecer as propostas da política de desenvolvimento do governo da Bahia. O primeiro encontro foi realizado na quarta-feira, no Hotel Pestana, com Lobato, que fez uma apresentação da estratégia da Bahia na área de planejamento para 100 empresários portugueses e baianos de diversas áreas, como turismo, indústria, comércio, construção e agropecuária.
A abertura do evento foi feita pelo presidente da câmara, que destacou que o governo da Bahia, em sua visão de futuro, tem uma grande preocupação com a articulação internacional. O secretário disse que é preciso promover um desenvolvimento econômico sustentável de pequenos empreendimentos, geração de emprego e distribuição de renda, equilíbrio social, de gênero, étnico e social, fortalecimento das identidades culturais e qualidade de vida.
Ações do Estado em infra-estrutura
Lobato ressaltou para os empresários o empenho do Governo do Estado na área de infra-estrutura, com investimentos importantes como a Ferrovia Leste/Oeste, que ligará a região oeste ao litoral, a plataforma multimodal de Juazeiro, o transporte hidroviário no Rio São Francisco e a Parceria Público-privada (PPP) para recuperação das BRs 324 e 116.
O secretário explicou que esse novo modelo de desenvolvimento proposto pelo governador Jaques Wagner se dá pela articulação das ações entre as secretarias para que os projetos e programas tenham efetividade, evitando o desperdício de recursos e esforços.