Commodities Agrícolas

13/03/2007

Commodities Agrícolas

 


Chuvas beneficiam

Os preços futuros do café fecharam em queda ontem, atingindo seu menor patamar dos últimos quatro meses na bolsa de Nova York, pressionados por especulações de que as chuvas no Brasil, o maior produtor mundial do grão, melhoraram as perspectivas para a safra, que começa no mês que vem, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Em Nova York, os contratos do arábica para maio fecharam a US$ 1,1180 a libra-peso, recuo de 70 pontos. Em Londres, os contratos do robusta para maio encerraram a US$ 1.525 a tonelada, com alta de US$ 1. Analistas estimam a safra do Brasil em 34 milhões de sacas de 60 quilos para 2007/08. A Conab prevê colheita entre 31,1 a 32,3 milhões de sacas. Em São Paulo, a saca de 60 quilos fechou a R$ 254,59, segundo o Cepea/Esalq. 


Petróleo derruba

Os preços futuros do milho registraram queda ontem na bolsa de Chicago devido a especulações de que o recuo nos preços do petróleo poderá reduzir a demanda por etanol. O contrato do milho para entrega em maio recuou 8,25 centavos de dólar, para fechar a US$ 4,0925 por bushel. Durante o dia, chegou a cair para US$ 4,07, o menor patamar desde 12 de fevereiro. "A fragilidade do mercado de energia deverá ter um impacto negativo no milho neste início de semana", disse o analista americano Chip Flory, referindo-se aos sinais de que a Opep não deverá cortar a produção, o que tem reduzido os preços do petróleo. O milho é a principal commodity agrícola dos EUA. No mercado interno, a saca de 60 quilos fechou a R$ 20,14, com queda de 0,32%, segundo o Cepea/Esalq. 


Alta especulativa

Os contratos futuros da soja subiram ontem na bolsa de Chicago, com compras de especuladores, na tentativa de ganhar terreno frente ao milho, que está relativamente mais barato que a soja na bolsa, informou a agência Reuters. O contrato para maio subiu 5,25 centavos de dólar, para US$ 7,65 por bushel. Analistas citaram um relatório da ADM estimando área plantada de soja nos EUA neste ano em 27,2 milhões de hectares, abaixo dos 30,55 milhões do ano passado. A previsão é inferior à estimativa do Departamento de Agricultura (USDA), de 28,53 milhões de hectares. Ainda conforme analistas, a alta foi limitada pela queda do petróleo e pelos amplos estoques globais de soja. No Brasil, o preço médio da saca recuou 0,12%, para R$ 32,42, segundo o Cepea/Esalq. 


Milho puxa

Os preços futuros do trigo recuaram ontem nas bolsas de Chicago e Kansas, sob influência da queda nos mercados de energia e milho. A falta de notícias que dessem suporte ao trigo e as previsões de que a safra mundial deve ser recuperar neste ano também atuaram como fatores de pressão, informaram operadores ouvidos pela agência Reuters. Na bolsa de Chicago, o contrato para maio recuou 5,75 centavos de dólar, para US$ 4,7075 por bushel. Em Kansas, o contrato para maio recuou 4,75 centavos de dólar e fechou a US$ 4,9725 por bushel. No Brasil, as importações devem registrar volume recorde neste ano de 8 milhões de toneladas, ante 6,3 milhões o ano passado, segundo a Safras&Mercado. No Paraná, o preço médio da saca ficou estável em R$ 25,22, segundo o Deral.