Produção industrial cresce 10,8%
Setor registra aquecimento na Bahia durante o primeiro mês do ano
A produção industrial baiana, ajustada sazonalmente, apresentou um crescimento de 10,8% em janeiro, frente a dezembro. Foi o melhor resultado mensal entre todas as 14 regiões do país pesquisadas pelo IBGE. Os dados, revelados ontem, mostram ainda que a indústria local cresceu 6,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Já na média nacional, a produção teve queda (-0,3) no primeiro mês do ano em relação ao último de 2006, enquanto que na comparação com igual mês do ano anterior houve uma elevação de 4,5%.
Todos os segmentos industriais do estado apresentaram incremento em relação a dezembro, quando o setor havia recuado 6,9%. No comparativo com janeiro de 2006, seis das nove atividades pesquisadas pelo IBGE na Bahia mostraram taxas positivas.
O economista da Superintendência de Desenvolvimento Industrial da Federação das Indústrias do Estado (Fieb), Marcus Verhine, destacou que, levando em conta apenas a produção da indústria de transformação, houve um crescimento de 6,8%.
Os produtos químicos tiveram incremento de 9,8%, por conta de itens como o oxileno e octanol. Nos segmentos de alimentos e bebidas (21,2%), borrachas e plásticos (19,8%), metalurgia (16%) e papel e celulose (5,6%) também houve elevação. Entre os segmentos que apresentaram taxas negativas, o refino de petróleo e produção de álcool teve queda de 3,7%, devido, principalmente, à retração em óleo diesel e óleos lubrificantes. Já na indústria extrativa mineral, ocorreu uma redução de 3,8%.
De acordo com os números do IBGE, os índices regionais mostraram, em janeiro, queda em sete das 14 regiões pesquisadas, todas com taxas abaixo da média nacional. São Paulo, parque industrial de maior peso (-1,0%), Minas Gerais (-0,9%), Rio Grande do Sul (-1,0%), Pernambuco (-1,5%), Espírito Santo (-2,7%), Paraná (-3,4%) e Ceará (-3,5%) tiveram retração. Entre as áreas que ampliaram a produção, além da Bahia, o Amazonas (9,4%) alcançou taxas expressivas.
Já na comparação entre janeiro de 2006 e 2007, os índices regionais apresentam expansão em todos os locais pesquisados, com exceção do Ceará, onde houve queda de 5,4%.