Resultados não serão satisfatórios para todos

19/03/2007

Resultados não serão satisfatórios para todos

Na avaliação do diretor executivo da Associação de Agricultores e Irrigantes do Estado da Bahia (Aiba), Alex Rasia, se configuradas essas estimativas, os resultados servirão de fôlego para a maioria dos produtores que amargaram prejuízos por três safras consecutivas.

“Tivemos uma retomada de índices de produtividade. Apesar disso, precisamos conter os ânimos para não entrarmos num clima de euforia”, alerta ele. A cautela faz sentido. Afinal, a colheita está em curso e, segundo Alex Rasia, apesar do clima favorável, não é bom apostar antes do resultado da safra.

As variações climáticas no mesmo período do ano passado dificultaram a colheita e comprometeram a safra.

Alex Rasia diz que houve um longo período de estiagem no início e outro de chuvas no final da safra.

Na última colheita da soja, a média foi de 38 sacas por hectare. A expectativa para este ano, segundo estimativa da Aiba, é de 45 sacas por hectare. Na avaliação do produtor Celito Missio, os resultados não deverão ser satisfatórios para todos.

Segundo ele, apenas quem teve condições financeiras para investir em tecnologia poderá alcançar bons resultados. “O setor veio de uma crise muito grande nos últimos anos.

Somente quem teve recursos para investir na produção poderá garantir um retorno que servirá apenas para cobrir os prejuízos das safras plantio no período adequado.

O produtor defende um manejo do solo que siga à risca as orientações técnicas. “Uma boa adubação e uma cuidadosa estruturação do solo são fundamentais. Quando bem conduzidas, os resultados aparecem”, explica.

Zuttion produz algodão, milho e soja e acredita que após a colheita do algodão, se forem seguidos todos esses procedimentos mencionados, o solo fica bem preparado para receber o milho e a soja. As orientações do produtor podem até não ser consideradas pelos colegas da região, mas, segundo suas estimativas, este ano poderá ter resultados superiores.

Na sua conta, espera colher uma média de 65 a 70 sacas de soja por hectare, muito acima, inclusive, da média estimada pela Aiba. “No ano passado, a média foi de 48 sacas por hectare. Este ano, devemos tomar um fôlego para cobrir os prejuízos dos anos anteriores”, informa.

No estudo divulgado pela Conab, a produção de soja teve crescimento de 12,8% com relação ao ano anterior. O aumento, segundo mostra o trabalho, deveu-se principalmente ao aumento de produtividade: cada hectare produziu 2.640 quilos de soja este ano, contra 2.282 no período anterior (15,7% de aumento), ao mesmo tempo em que a área plantada foi reduzida de 872,6 mil para 850,8 mil hectares (2,5% inferior). O diretor executivo da Aiba credita este resultado ao “avanço técnico da agricultura no Estado”.

anteriores”, diz, afirmando que nem todos os produtores da região puderam fazer este tipo de investimento na produção este ano e reclama da desvalorização do dólar que prejudica a rentabilidade. “Os custos com a logística são muito altos e estão atrelados ao dólar. Isso reduz consideravelmente a lucratividade”, queixa-se.

“As dívidas contraídas por muitos produtores para cobrir os prejuízos das safras anteriores limitaram os investimentos para este ano”, afirma.

Para ele, apesar das expectativas de uma boa safra, o resultado para estes produtores deverá servir apenas para pagar uma parte destes prejuízos.

Embora não queira fazer estimativa para a sua safra de soja deste ano, Celito Missio diz esperar um resultado superior ao do ano passado, que foi de 55 sacas por hectare. Além da retomada do crescimento da produção, os produtores de soja da região oeste do Estado estão entusiasmados também com a lucratividade.

“O produtor, além de estar colhendo mais, terá maiores ganhos financeiros”, acredita Alex Rasia.

Segundo ele, apesar da desvalorização do dólar, o preço da saca ainda é atraente. “A soja é uma commoditie cotada em dólar pela bolsa de Chicago, EUA”, explica.

Cautela é o recomenda o produtor Bruno Zuttion. Na sua análise, além da instabilidade climática, outros fatores devem ser levados em consideração para avaliar a cultura de grãos. Um deles, orienta, é realizar o plantio no período adequado.

o produtor defende um manejo de solo que siga às riscas as orientações técnicas. "Um boa adubação e uma cuidadosa estruturação do solo são fundamentais. Quando bem conduzidas, os resultados aparecem", explica.

Zuttion produz algodão, milho, soja e acredita que após a colheita do algodão, se forem seguidos todos esses procedimentos mencionados, o solo fica preparado para receber o milho e a soja. As orientações do produtor podem até não ser consideradas pelos colegas da região, mas segundo estimativas, este ano poderá ter resultados superiores.

Na sua conta, espera colher uma média de 65 a 70 sacas de soja por hectare, muito acima, inclusive, da média estimada pela Aiba. "No ano passado, a média foi de 48 sacas por hectare. Este ano, devemos tomar um fôlego para cobrir os prejuízos dos anos anteriores", informa.

No estudo divulgado pela Conab, a produção de soja teve crescimento de 12,8% com relação ao ano anterior. O aumento, segundo mostra o trabalho, deveu-se principalmente ao aumento de produtividade: cada hectare produziu 2.640 quilos de soja este ano, contra 2.282 no período anterior (15,7% de aumento), ao mesmo tempo em que a área plantada foi reduzida de 872,6 mil para 805,8 mil hectares (2,5% inferior). O diretor executivo da Aiba credita este resultado ao "avanço técnico da agricultura no Estado". 

RONALDO JACOBINA