Novo poço produz 330 barris por dia
A Petrobras anunciou ontem a descoberta de um poço de petróleo “de excelente qualidade” em São Sebastião do Passé, no Recôncavo baiano. Estima-se que o poço, que está sendo explorado desde a última sexta-feira, tenha cerca de 9 milhões de barris recuperáveis. O consórcio Petrobras-Starfish espera uma produção diária de 330 barris. É praticamente a metade do que se consegue no maior poço terrestre no Estado, o deMassapê, também localizado em São Sebastião do Passé.
“A descoberta desse poço é um bom resultado, considerando que a bacia do Recôncavo é a mais antiga do País em atividade. Não há expectativa de encontrar poços muito maiores em bacias maduras”, pondera o gerente de Negócio, Exploração e Produção da Petrobras na Bahia, Antônio Rivas.
A ênfase da empresa no Estado é na busca por petróleo nos 21 campos delimitados no litoral baiano, como o de Manati, na bacia de Camamu, cuja exploração vai permitir a duplicação da produção de gás natural na Bahia.
A produção no novo poço, batizado de Guanambi, começou um dia depois que a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou o consórcio a produzir. Segundo a empresa, a descoberta “confirma o acerto do programa exploratório de poços maduros“.
Desde que a Petrobras decidiu investir na aquisição de novos blocos exploratórios na bacia do Recôncavo, em 2003, essa é a terceira descoberta de petróleo feita pela empresa na região. Os campos de Jandaia e Tangará haviam sido declarados economicamente viáveis em 2004 e 2005, respectivamente.
O campo de Guanambi foi descoberto em um dos quatro blocos adquiridos em 2004, na bacia do Recôncavo, em parceria com a Starfish Oil&Gas, uma companhia de capital brasileiro, com sede no Rio de Janeiro, habilitada a explorar petróleo nas bacias do Recôncavo, Sergipe-Alagoas e Potiguar. Em nota oficial, a Petrobras afirmou que pretende ampliar até o ano de 2010 sua participação na exploração em campos terrestres e em águas rasas.
PETROBRAS ENERGIA Apesar dos bons resultados com o petróleo, por conta da tendência ao esgotamento de combustíveis fósseis e da busca de energia alternativa, por causa do aquecimento global, a empresa estatal brasileira está se preparando para avançar gradualmente no mercado de biocombustíveis, como ficou demonstrado com a visita do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ao terminal da Transpetro, em Guarulhos, São Paulo.
“A tendência é que, no futuro, o petróleo passe a ser usado mais na produção de bens de consumo, como o setor plástico e parafinas, cuja utilização não causa a emissão de CO2 na mesma proporção do seu uso como combustível”, assinala Antônio Rivas.
A Petrobras está presente no mercado internacional de energia, com escritórios de negócios em 18 países espalhados por quatro continentes: América, Europa, África e Ásia. Além de vender e comprar petróleo e derivados, a Petrobras opera no mercado financeiro e em bolsas de energia.