Produtores nacionais participam na Bahia da ‘Passarela da Soja’
Evento contou com a participação de 1,2 mil agricultores não apenas do estado, mas também de Goiás, Piauí e Tocantins
A soja é o principal produto agrícola da pauta de exportações do estado. Em 2006, foram produzidos 2,248 milhões de toneladas de grãos, contra 1,991 milhão em 2005, o equivalente a um crescimento de 12,8%. Os números também confirmam um aumento de 15,7% na produtividade. Este ano, cada hectare já produziu 2.640 quilos de soja, enquanto o mesmo período de 2006 alcançou a marca de 2.282 quilos. Ao mesmo tempo, a área plantada foi reduzida de 870 mil hectares para 850 mil, o que atesta o avanço técnico da agricultura baiana.
Os dados foram apresentados no sábado, durante a Passarela da Soja 2007, evento realizado na Fazenda Maria Gabriela, em Roda Velha, distrito do município de São Desidério, no oeste baiano. Promovido pela Fundação Bahia e Embrapa Soja, com apoio da Associação de Agricultores Irrigantes da Bahia (Aiba), o evento contou com a participação de 1,2 mil produtores não apenas da Bahia, mas também de estados como Goiás, Piauí e Tocantins.
Nos cerca de 12 estandes, projetos de pesquisa foram apresentados e diversas palestras foram proferidas sobre vários temas, como novos cultivares, melhoramento genético no cerrado baiano e pragas na cultura da soja. A Passarela da Soja chegou à sua nona edição e pela primeira vez contou com a presença de um governador. Jaques Wagner visitou o local acompanhado pelo secretário da Agricultura, Geraldo Simões.
Um dos principais temas discutidos no evento foi a ferrugem asiática, uma praga que maltrata a produção e é combatida há cinco anos pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), por meio de um programa de manejo estratégico que é considerado o mais completo e eficiente do país.
O controle químico da ferrugem asiática se dá basicamente pela aplicação de fungicida duas vezes ao ano, evitando maiores estragos na plantação. Por conta do eficiente controle, espera-se que a Bahia colha mais de 50 sacas por hectare este ano.
"A previsão é animadora, porque em 2002, quando a praga foi detectada, tivemos menos de 25 sacas colhidas por hectare. No ano passado, foram cerca de 48 sacas", informou o diretor-geral da Adab, Altair Santana de Oliveira.