Vendas externas do estado voltam a aumentar

22/03/2007

Vendas externas do estado voltam a aumentar

No acumulado dos dois primeiros meses do ano, as exportações foram de US$ 986,7 mi, um incremento de 14% em relação ao mesmo período de 2006

As exportações baianas somaram US$ 479,7 milhões em fevereiro, o que representou um crescimento de 35,3% em relação ao mesmo mês do ano passado. No primeiro bimestre, o aumento do valor exportado foi de 14%, atingindo US$ 986,7 milhões.

Já as importações do estado fecharam o mês passado em US$ 339,2 milhões, com alta de 29,5%, em comparação a fevereiro de 2006. Os dados foram divulgados ontem pelo Promo – Centro Internacional de Negócios da Bahia.

O saldo da balança comercial de fevereiro ficou em US$ 140,5 milhões – 51,8% acima do registrado no mesmo mês do ano passado. No bimestre, a Bahia registrou um superávit comercial de US$ 254,8 milhões – cerca de 11% abaixo do valor do período janeiro/fevereiro de 2006. O resultado é atribuído ao aumento no volume de importações e ao maior vigor apresentado pela economia neste início de 2007.

O crescimento das importações foi motivado pelo aumento dos volumes físicos (22,1%). Já as exportações tiveram o ritmo de expansão ditado pela alta de preços, em média, 3% superiores ao mesmo período de 2006, uma vez que houve queda nos volumes exportados.

No primeiro bimestre, essa retração ficou em 15,2%. Desde novembro de 2005, destaca a equipe técnica do Promo, as variações dos preços vêm superando, mês a mês, os volumes exportados.

De acordo com análise técnica do Promo, apesar do crescimento em termos globais, as vendas externas da Bahia apresentam sinais de desaceleração em segmentos que operam com mão-de-obra intensiva e não trabalham com parcela significativa de insumos importados.

Isso revela como a taxa de câmbio atual tem diminuído a competitividade, sobretudo dos produtos manufaturados. Já para as importações, é esperada este ano uma expansão ainda maior do que a registrada em 2006, em função da conjuntura cambial e do crescimento da economia doméstica.

Principais segmentos

Entre os segmentos exportadores com maior crescimento no bimestre, em comparação ao mesmo período de 2006, os destaques são pneus (243,2%), seguidos de máquinas e aparelhos elétricos (124,3%), café (106,5%), fumo (77,1%), produtos metalúrgicos (67,7%) e petroquímicos (34,3%).

O incremento das vendas dos produtos básicos foi de 36,9%, contra apenas 11,2% de crescimento para os produtos industrializados. Houve queda de 2% na área de manufaturados.

As importações tiveram forte impulso do item bens intermediários – minério de cobre, cacau e trigo –, além do setor de bens de capital (máquinas e equipamentos), com alta expressiva de 23%.

O aumento nas compras de bens de capital é um reflexo do crescimento mais intenso da economia e da modernização industrial. O fato indica que as empresas continuam a investir para ampliar a capacidade instalada.

Contribuíram ainda para o aumento das importações a contínua queda do dólar e a necessidade de algumas empresas, em especial exportadoras, de buscar alternativas para não comprometer os negócios em médio e longo prazos, já que decisões adiadas agora terão seus reflexos nos próximos anos, segundo o Promo.

Há casos de empresas que optam por aumentar o índice de insumos importados nos produtos destinados ao mercado externo, como forma de garantir a competitividade.