No exterior, palma tem preço recorde

28/03/2007

No exterior, palma tem preço recorde

Os preços do óleo de palma têm registrado recordes consecutivos na bolsa da Malásia, sustentados pelo aumento da demanda para produção de biodiesel na China e Europa. Malásia e Indonésia respondem por 85% da oferta global de óleo de palma e os preços internacionais do produto são balizados pela bolsa da Malásia. 


A China, maior importador global de óleo de palma, elevou as compras do produto em 20% no mês de fevereiro, para 349,8 mil toneladas. E as importações devem continuar crescendo, seguindo a expansão da economia chinesa, de acordo com Liu Aimin, analista da Beijing Orient Agribusiness Consultant. 


Na União Européia, o consumo de óleo de palma também tem aumentado nos últimos meses, tendo em vista que cresce a demanda pelo biodiesel no bloco. Hoje, 80% do biocombustível europeu é feito a partir da canola. Os países do bloco já enfrentam dificuldades para expandir a área plantada com canola e vêem no óleo de palma a alternativa mais competitiva economicamente. A UE tem como meta adotar a mistura obrigatória de 5,75% de biodiesel no diesel a partir de 2010, e elevar o índice para 10% em 2020. 


Por conta da demanda aquecida, os preços do óleo de palma na bolsa da Malásia subiram 33% nos últimos seis meses. No acumulado de 2006, os preços subiram 38%. Conforme analistas, há previsões de que os preços da commodity alcançarão US$ 641 por tonelada neste ano. Ontem, as cotações futuras do óleo de palma negociados na bolsa da Malásia subiram, com compras de tradings e especuladores. O contrato para junho subiu US$ 2,32, fechando a US$ 580 por tonelada.(CB, com agências internacionais)