No exterior, palma tem preço recorde
Os preços do óleo de palma têm registrado recordes consecutivos na bolsa da Malásia, sustentados pelo aumento da demanda para produção de biodiesel na China e Europa. Malásia e Indonésia respondem por 85% da oferta global de óleo de palma e os preços internacionais do produto são balizados pela bolsa da Malásia.
A China, maior importador global de óleo de palma, elevou as compras do produto em 20% no mês de fevereiro, para 349,8 mil toneladas. E as importações devem continuar crescendo, seguindo a expansão da economia chinesa, de acordo com Liu Aimin, analista da Beijing Orient Agribusiness Consultant.
Na União Européia, o consumo de óleo de palma também tem aumentado nos últimos meses, tendo em vista que cresce a demanda pelo biodiesel no bloco. Hoje, 80% do biocombustível europeu é feito a partir da canola. Os países do bloco já enfrentam dificuldades para expandir a área plantada com canola e vêem no óleo de palma a alternativa mais competitiva economicamente. A UE tem como meta adotar a mistura obrigatória de 5,75% de biodiesel no diesel a partir de 2010, e elevar o índice para 10% em 2020.
Por conta da demanda aquecida, os preços do óleo de palma na bolsa da Malásia subiram 33% nos últimos seis meses. No acumulado de 2006, os preços subiram 38%. Conforme analistas, há previsões de que os preços da commodity alcançarão US$ 641 por tonelada neste ano. Ontem, as cotações futuras do óleo de palma negociados na bolsa da Malásia subiram, com compras de tradings e especuladores. O contrato para junho subiu US$ 2,32, fechando a US$ 580 por tonelada.(CB, com agências internacionais)