Produtores da UE têm renda maior
A renda real dos agricultores europeus aumentou 3,8% no ano passado, após ter caído 7,2% em 2005, anunciou ontem (dia 29) a União Européia (UE). Bruxelas admite que o aumento do valor das subvenções (0,8%) foi uma das razões para o aumento, além da relativa estabilidade dos preços e de uma ligeira redução de custos. |
A renda agrícola cresceu em 21 dos estados-membros do bloco no ano passado. Os agricultores da Holanda foram os campeões, com alta de 15,1%, seguidos dos poloneses (10,6%) e dos belgas (9,2%). Na França, país que mais recebe subsídios agrícolas, o salto foi superior a 8%. Já as maiores quedas ocorreram na Irlanda (13,3%) e na Finlândia (7,8%). |
| A produção nos 27 países-membros continuou estável, apesar das quedas da beterraba (17,8%) e do óleo de oliva (12,7%). Em compensação, o preço da batata aumentou 35,7%, o dos cereais subiu 11,2% e grãos oleaginosas saltaram 8,2%. |
A UE também divulgou pesquisa para mostrar que a opinião pública européia aprova as mudanças na política agrícola do velho continente. A maioria aprova o principio de condicionalidade, pelo qual os agricultores podem ter o subsídio reduzido se não respeitarem normas ambientais, de bem estar animal e de segurança dos alimentos. |
Ao mesmo tempo, porém, a UE propôs aos países-membros uma simplificação do sistema da condicionalidade, para introduzir ''um certo grau de tolerÂncia'' em casos de não respeito das exigências. Em 2005, foram feitos 240.899 controles junto a 4,9% dos agricultores. |