Limite é de 500 mil hectares
Apesar dos bons preços e da logística mais vantajosa em relação a outras regiões produtoras, o Oeste da Bahia tem limitações para abertura de novas áreas com boas terras para serem incorporadas à agricultura. Hoje, cerca de 1,4 milhão de hectares são cultivados com plantio de soja (870 mil), algodão (270 mil), milho (116 mil) e outras culturas secundárias (150 mil).
O diretor do departamento de Grão da Associação dos Irrigantes da Associação dos Irrigantes da Bahia (Aiba), Walter Horita, acredita que exista no máximo mais 500 mil hectares de boas terras. "Mais que isso, somente se for irrigado".
No Oeste baiano, boas terras são aquelas mais altas, geralmente localizadas no entorno da Serra Geral (divisa com Tocantins), onde as chuvas são mais regulares.
Com a recuperação das cotações dos grãos, os preços dessas terras, em baixa até o ano passado, voltaram a subir. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa), João Carlos Jacobsen, um hectare de terra aberta nessa região mais produtiva da Bahia está custando US$ 2 mil, valor que chegou a US$ 1,5 mil no período de crise da atividade.
Mesmo assim, conta Jacobsen, está mais baixo que antes do período em que as contas não fechavam, quando o mesmo hectare chegou a custar US$ 2,5 mil a US$3 mil. "O que ocorre é que apesar da melhora, o produtor ainda não vai voltar a investir em novas áreas na próxima safra", avalia.