Mercado nacional fica com a carne
No ano passado, no Brasil, foram abatidas cerca de 14.300 avestruzes, o que representa um avanço de 806% em comparação a 2005, quando o número foi de 1.774 aves em todo o País. Os dados são da Associação dos Criadores de Avestruzes do Brasil (Acab). Apesar da base de comparação ser deprimida – em 2005, o mercado sofria com o baque da saída da Avestruz Master do mercado –, a carne do avestruz pode estar caindo no gosto do brasileiro.
No embalo da expansão do mercado, a Brasil Struthio deve embarcar esta semana cerca de duas toneladas de carne de avestruz para a cidade do Rio de Janeiro. Trata-se da primeira venda de carne de avestruz produzida na Bahia para outra unidade da Federação.
A produção baiana de avestruz na Bahia está distribuída pelas regiões do Vale do Paraguaçu e Recôncavo, além dos municípios de Paulo Afonso, Irecê, Juazeiro, Jequié, Guanambi e Barreiras. O plantel baiano, atualmente, é de 30 mil animais, estimativa da Abicave. Eram cerca de 50 mil, antes de a Avestruz Master sair do mercado, atingindo centenas de produtores.
Ainda segundo o levantamento da Acab, o Estado fechou o ano passado como o segundo lugar no ranking de abates, com 3 mil unidades no período, perdendo apenas para São Paulo, que abateu 40% (5,743 mil aves) do total de animais no período. A maior parte das aves abatidas na Bahia em 2006 abasteceu o mercado local, que demonstrou sua pujança ao responder por 70% do consumo total da carne dos animais abatidos.
O saldo de carne de avestruz em 2006 encontra-se estocado, enquanto os produtores buscam novos mercados e investem em produtos de maior valor agregado, como os embutidos (L.S.).