Parque tecnológico ganha licença ambiental para sua implantação
O Centro de Recursos Ambientais (CRA) concedeu uma licença de alteração para a área de 500 mil metros quadrados, na Avenida Paralela, que sediará o Parque Tecnológico Tecnovia. O empreendimento será um habitat de inovação para atrair e desenvolver empresas de base tecnológica e abrigará incubadoras de empresas, centros de pesquisa e desenvolvimento, laboratórios de núcleos de pesquisa, além de áreas compartilhadas para a interação entre universidades e empresas.
Ficou também definida na sexta-feira, em uma reunião realizada na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), a formação de dois grupos de trabalho interinstitucionais que discutirão propostas de gestão e de concepção para o parque. O Tecnovia será fruto de uma ampla parceria que contempla os setores acadêmico, empresarial e público, coordenada pela Secti.
De acordo com o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Ildes Ferreira, existem 38 parques tecnológicos implantados ou em implantação no Brasil. "A Bahia demorou muito para entrar neste movimento de parques tecnológicos e um empreendimento deste é imprescindível para a diversificação e desenvolvimento de nossa economia", destacou.
O secretário disse que desde 2005 há recursos do governo federal de R$ 13,6 milhões, de uma emenda da bancada de deputados baianos, disponíveis para iniciar as obras. "Mas essa verba ficou impedida de ser liberada há mais de dois anos, porque o antigo governo não conseguiu estruturar a transferência do terreno da prefeitura para o Estado, ação esta que já estava aprovada pela Câmara de Vereadores desde 2005", explicou.
Ferreira afirmou que em apenas três meses de gestão 90% dos procedimentos burocráticos para o início das obras já foram resolvidos, dentre eles a licença de alteração concedida agora pelo CRA.
De acordo com a coordenadora de Licenciamento Ambiental do CRA, Ana Cordeiro, como este é um parque tecnológico com uma conceituação ambiental, o novo projeto tem muitos ganhos em relação ao loteamento residencial que seria destinado anteriormente para a área.
"O parque contará com tecnologias limpas, padrão de urbanização de baixa densidade e mais áreas preservadas", disse. Ela também esclareceu que o padrão de ocupação e o sistema viário do Tecnovia têm uma configuração mais adequada à topografia local. "Isso acarreta em mais ganhos em relação à vegetação, inclusive em conformidade com a nova Legislação Ambiental de Mata Atlântica, editada no final de 2006", explicou.