Commodities Agrícolas
Brasil derruba preços
Sinais de que o Brasil ofertará mais grãos de café nesta safra derrubaram ontem os preços da commodity em Nova York. O país é o maior produtor do mundo. Suas exportações subiram 13% em março e, neste ano, os produtores deverão colher 2,25 milhões de toneladas de café, mais que a previsão de 2,13 milhões de toneladas, informou o governo. "Isso está pesando sobre os preços", diz Rodrigo Costa, operador da Fimat USA LLC. "Há mais café do que as pessoas imaginam." Os contratos para entrega em maio caíram 120 pontos para US$ 1,0965 a libra-peso, a maior queda desde 30 de março. No mercado interno, a saca de 60 quilos fechou ontem a R$ 240,96, com recuo de 2,13% em relação ao dia anterior, segundo o indicador Cepea/Esalq.
Menos xarope
Os preços futuros do açúcar na bolsa de Nova York subiram ontem para o maior patamar em quase um mês, com especulações de que a demanda pela commodity poderá crescer devido aos altos preços do milho. Na visão de analistas, o grão mais caro poderá frear as compras de xarope de milho utilizado pela indústria de alimentos e bebidas, o que beneficiaria o açúcar. "Se alguém estiver entre o xarope ou o açúcar, tenderá ao açúcar", disse Pete Thomas, trader da RJO Futures, de Chicago. Os contratos de açúcar para entrega em maio subiram 18 pontos, para 9,98 centavos a libra-peso. Foi a maior alta desde o dia 2 de março. Já no mercado paulista, a saca de 50 quilos fechou a R$ 34,81, com aumento de 0,03% em relação ao dia anterior, segundo o indicador Cepea/Esalq.
Demanda fraca
Os preços futuros do açúcar atingiram seu mais baixo patamar em quase seis meses, pressionados pela demanda fraca no mercado internacional. Em Nova York, os contratos para julho encerraram a US$ 1,8160 a libra-peso, com recuo de 580 pontos. Segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg, os preços do suco de laranja tiveram um salto de 25% nos últimos 12 meses no mercado americano, o que inibe a demanda. Um galão (3,785 litros) de suco alcançou em média US$ 5,91 no período de quatro semanas encerrado em 17 de março, contra US$ 4,71 cobrados um ano atrás, segundo o relatório das vendas do varejo da AC Nielsen. No mercado paulista, a caixa de laranja para as indústrias fechou a R$ 9 (a prazo), segundo o Cepea/Esalq.
Oferta pressiona
O avanço da oferta de milho da safra de verão fez as cotações recuarem em algumas regiões do país na última semana, de acordo com a Céleres. Em Cuiabá (MT), a saca recuou de R$ 13,50 para R$ 8,50, informa a Céleres. Em Rondonópolis, saiu de R$ 13,00 para R$ 10,00 e em Barreiras (BA), de R$ 16,70 para R$ 14,00. A queda do preço internacional também derrubou em 7,5% a cotação no porto de Paranaguá na semana passada. Na bolsa de Chicago, os contratos de julho fecharam com queda de 1,75 centavo de dólar a US$ 3,7625 por bushel ontem. Segundo a Dow Jones Newswires, as previsões climáticas estimularam altas no início do dia, mas não conseguiram gerar um movimento de compras. Além disso, investidores ajustaram posições à espera do relatório de oferta e demanda do USDA, hoje.