Commodities Agrícolas
Efeito USDA
Os preços futuros do algodão recuaram ontem na bolsa de Nova York após vendas de especuladores e rolagens de posições. As vendas foram pressionadas pelo aumento nas projeções de estoques globais e americanos feitas pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), no relatório de oferta e demanda. O estoque final americano foi elevado de 8,8 milhões para 9,2 milhões de fardos e o global foi ampliado em 210 mil fardos, para 52,59 milhões. A redução do embarque americano em 500 mil fardos, para 13,5 milhões surpreendeu o mercado, segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. O contrato para julho recuou 13 pontos, para 53,42 centavos de dólar por libra-peso. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq valorizou 0,03%, para R$ 1,3332 por libra-peso.
Chuva esfria preços
Os preços do suco de laranja recuaram ontem na bolsa de Nova York, com vendas de especuladores, influenciados por previsões de que as chuvas que atingiram a Flórida nos últimos dias beneficiarão os pomares, informou a agência Dow Jones Newswires. Os preços também sofreram influência do relatório do Departamento de Agricultura americano (USDA), onde a safra da Flórida ficou estimada em 130,7 milhões de caixas, 2 milhões a menos que a previsão feita em março e 12% menor que na safra 2005/06. A previsão ficou dentro do esperado pelo mercado. O contrato para julho recuou 160 pontos, para US$ 1,80 por libra-peso. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos de laranja vendida às indústrias de suco ficou cotada a R$ 9, segundo o indicador diário Cepea/Esalq.
Controles no Paraná
O Paraná quer aumentar os controles sobre a expansão de cana-de-açúcar no Estado. Segundo informa a agência de notícias do governo, a idéia do governador Roberto Requião é criar uma zona agrícola para a cana, para impedir a sua expansão para áreas de outras culturas e de florestas. "A nova zona agrícola deverá incluir apenas duas regiões do Estado", disse Disonei Zampieri, do departamento de açúcar e álcool do governo. O Paraná tem 417 mil hectares de cana. Na safra passada esmagou 31 milhões/ t, 29% a mais que na anterior. No mercado interno, a saca de 50 quilos fechou R$ 34,55, queda de 0,75%, segundo o Cepea/Esalq. Em Nova York, os papéis para maio caíram 23 pontos, para 89,75 centavos por libra-peso. Os de julho também caíram 23 pontos e fecharam a 9,78 centavos.
Relatório altista
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu, em seu relatório mensal de oferta e demanda, a projeção de estoque final de trigo para o país em 1,38 milhão de toneladas, para 11,27 milhões, abaixo do previsto por analistas. O estoque global para a safra 2006/07 ficou estável em 121,21 milhões de toneladas e a produção global foi elevada em 1,4 milhão de toneladas, para 194,5 milhões de toneladas. A redução dos estoques americanos e a piora nas condições das lavouras dos EUA em função do frio provocaram forte alta nas cotações do trigo na bolsa de Chicago, observou Flávia Moura, da Fimat Futures. O contrato para julho subiu 12 centavos de dólar, para US$ 4,74 por bushel. "O clima será fator decisivo para determinar as cotações do trigo", diz.