PIB do agronegócio crescerá 4,5% em 2007

16/04/2007

PIB do agronegócio crescerá 4,5% em 2007

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio poderá crescer 4,5%, segundo projeções da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), chegando a R$ 564,3 milhões, o melhor resultado desde 2004, quando o campo teve desempenho recorde. A supersafra de grãos será a grande responsável pela renda maior no campo. "Provavelmente o PIB pode crescer em valor bem superior ao estimado, considerando o aumento da produção e o reflexo disso na renda", afirma Rosimeire Cristina dos Santos, assessora-técnica da CNA.

Ontem, a instituição divulgou as projeções baseadas em pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea/USP). Pelo levantamento, o PIB do agronegócio será 0,97% maior neste ano, com o PIB da agricultura 3,29% superior, enquanto a pecuária registra queda de 4,94%. Rosemeire explica que os dados do Cepea podem ser revistos porque as projeções são feitas a partir do desempenho dos últimos 12 meses, ou seja, parte do período de crise de preços no campo.


Segundo ela, o setor primário cresce em função da supersafra de grãos. Ela projeta que os números da pecuária sejam inferiores ao da agricultura, pois a recuperação nas cotações deste segmento é mais lenta.  As estimativas do Cepea foram feitas a partir da tendência registrada no primeiro mês do ano. Em janeiro, o resultado do setor foi 0,06% superior ao do mês anterior - sendo 0,24% de alta para o agronegócio da agricultura e 0,42% de queda para o agronegócio da pecuária.


A pesquisadora Simone Fioritti Silva, do Cepea, explica que o resultado da pecuária decorre dos preços 6,3% mais baixos nos últimos 12 meses. Mas, segundo ela, as projeções podem ser revistas, pois o campo vive um momento de transição.
Pelas projeções iniciais do Cepea, os resultados fora da porteira garantem parte do crescimento do PIB do agronegócio. Apenas o segmento industrial da agropecuária deverá crescer 3,56% no ano - sendo a indústria processadora vegetal a maior responsável: alta de 4,88%. Por outro lado, o PIB primário (dentro da porteira) teria uma queda de 2,29%, resultado de um desempenho inferior da pecuária.

NEILA BALDI