Minimamente Processados
Tendência Mundial
“As frutas minimamente processadas começam a fazer parte do cotidiano nacional, principalmente dos grandes centros urbanos, e têm condições técnicas necessárias para desenvolver e ampliar o segmento.”
A mudança nos hábitos, ocorrida nos últimos anos, está abrindo espaço para o consumo de alimentos frescos, dentro do conceito de produtos saudáveis. Neste cenário, surge um novo nicho para a comercialização de frutas minimamente processadas (fresh cut), prontas para consumo. Os Estados Unidos são o maior consumidor de frutas minimamente processadas, com venda anual destes itens na faixa de US$ 8 milhões a US$ 10 milhões, segundo a International Fresh-Cut Produce Association (IFPA – http://www.fresh-cuts.org/fcf.html). No Brasil, ainda não há estatísticas oficiais, porém, quando se fala em tecnologia, o País não fica atrás de nenhum outro nesse segmento. “Temos pesquisadores qualificados, técnicas apropriadas, laboratórios bem montados e todas as condições necessárias para desenvolver esses produtos”, afirma o pesquisador Murillo Freire Junior, da Embrapa Agroindústria de Alimentos, de Guaratiba/RJ, que esteve em Montpellier, na França, em 2004, fazendo seu pós-doutorado em manga pré-cortada, embalada com revestimentos comestíveis.
O professor José Fernando Durigan, do Departamento de Tecnologia da Unesp, campus de Jaboticabal/SP, considera que o potencial de venda de frutas minimamente processadas é grande no País, embora o consumo seja relativamente novo. “Seja em residências, em restaurantes ou em locais de refeições coletivas, essa tecnologia oferece praticidade por causa da economia de tempo e de trabalho”, diz. Durigan cita pesquisa do Instituto Nielsen, segundo a qual, desde 1996, o consumo desse tipo de produto tem aumentado 80% ao ano. Porém, ele aponta um desafio: a falta de conhecimento sobre o comportamento fisiológico, químico e bioquímico do produto. Um dos problemas, explica, é a curta vida útil desses produtos, de 3 a 4 dias.