Commodities Agrícolas
Safra argentina
A Secretaria de Agricultura da Argentina reduziu a estimativa para a safra de soja do país em 100 mil toneladas, para 45,5 milhões. Na bolsa de Chicago, os preços futuros da soja caíram para o menor patamar em mais de dois meses, devido a especulações de que as baixas temperaturas que afetaram o trigo de inverno nos EUA encorajam os produtores americanos a aumentar o plantio da oleaginosa no eixo Texas-Ohio, segundo a Bloomberg. Na região, o solo apresenta umidade em nível ideal para o plantio da soja. Também pressionam as cotações os amplos estoques mundiais, a colheita na América do Sul e a queda no óleo de soja. O contrato para julho caiu 9 centavos de dólar, para US$ 7,3225 por bushel. No Brasil, a saca recuou 0,2%, para R$ 29,60, segundo o Cepea/Esalq.
Menor preço em 2 anos
Os preços futuros do açúcar recuaram na bolsa de Nova York ontem, atingindo o menor valor em 21 meses. Analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires disseram que a queda foi causada por vendas técnicas dos contratos de julho após os de maio terem atingido 9,50 centavos de dólar por libra-peso. O contrato para julho recuou 20 pontos, para 9,42 centavos de dólar. As previsões de safras maiores no Brasil e na Índia também ajudaram a pressionar o mercado, conforme a agência. Na bolsa de Londres, as cotações também recuaram com vendas de especuladores. O contrato para outubro caiu US$ 7,70, para US$ 304 por tonelada. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca recuou 0,53%, a R$ 33,65. No mês, a queda acumulada é de 2,89%.
Safrinha preocupa
A safrinha do milho já sofre perdas em lavouras do Mato Grosso, informou a Famato (que representa os produtores do Estado) à Reuters. Mais de 50% das lavouras do Estado estão sob condições de estresse hídrico. No Paraná, a falta de chuva também já afeta a safrinha de milho, segundo o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). Algumas das regiões com déficit hídrico no Estado são Londrina, Norte Pioneiro, Maringá e Joaquim Távora. Segundo o Iapar, a falta de chuva pode comprometer a produtividade das lavouras. Ontem, os preços futuros do milho subiram na bolsa de Chicago, sustentados por compras de especuladores, alta das exportações dos EUA e oferta escassa no mercado físico americano. O contrato para julho subiu 10 centavos de dólar e fechou cotado a US$ 3,7525 por bushel.
Alojamento em alta
A União Brasileira de Avicultura (UBA) estima que a produção de pintos de corte no país em março deste ano ficou em 422,3 milhões de cabeças, acima dos 340,8 milhões de igual mês de 2006. Em fevereiro passado, a produção de pintos ficou em 390,8 milhões. Para abril, a previsão da UBA é de que sejam alojadas 410 milhões de unidades. O maior alojamento tem como consequência aumento da oferta de frango no mercado, o que pressiona as cotações. Ontem, segundo a Jox Assessoria Agropecuária, o frango vivo recuou novamente, mais R$ 0,05, e foi negociado a R$ 1,40 o quilo nas granjas de São Paulo. Integrações - que geralmente produzem para abate próprio - continuaram ofertando aves vivas no mercado. No médio atacado paulista, o resfriado ficou estável em R$ 1,95 o quilo, segundo a Jox.