Commodities Agrícolas
Clima pressiona
Os preços futuros do milho recuaram na bolsa de Chicago na sexta-feira. Houve compras de especuladores, estimulados pelas notícias de que a melhora do clima no Meio-Oeste americano permitiu o avanço no plantio de milho, informou a agência Reuters. Analistas estimam que o plantio nos EUA está entre 13% e 17% da área prevista para o ciclo 2007/08. A média dos últimos cinco anos para o período é de 22%. O contrato para julho recuou 10,25 centavos de dólar, para US$ 3,72 por bushel. Na Argentina, as exportações de milho da safra 2006/07 somaram 10,055 milhões de toneladas até o dia 20, ante 3,365 milhões em igual período de 2006. Em Campinas (SP), o preço médio da saca recuou 0,12% na sexta-feira, para R$ 19, de acordo com o Cepea/Esalq.
Perda de área
Os preços futuros da soja encerraram o pregão de sexta-feira em alta na bolsa de Chicago, sustentados por compras de especuladores, influenciados pelas notícias de que o plantio de milho nos EUA avançará fortemente sobre as áreas ocupadas antes pela soja, informou a agência Reuters. A agência Meteorlogix informou que o clima no Meio-Oeste americano deve se manter favorável ao cultivo de grãos. O contrato para julho valorizou 5,25 centavos de dólar, para US$ 7,4025 por bushel. A alta no mercado de óleo de soja, que registrou um forte movimento de compras por especuladores, também sustentou os ganhos. O contrato de óleo para julho subiu 76 pontos, para 32,90 centavos de dólar por libra-peso. No Paraná, o preço médio da saca de soja vendida à indústria recuou 0,15%, para R$ 27,47.
Forte queda na semana
O frango vivo fechou a última semana com queda acumulada de 13,3% nas granjas de São Paulo. Segundo a Jox Assessoria Agropecuária, o quilo da ave viva iniciou a semana negociado a R$ 1,50 e encerrou a R$ 1,30 na sexta-feira. A oferta elevada continua pressionando os preços do frango, segundo Oto Xavier, da Jox. Integrações, que geralmente criam para abate próprio, seguem ofertando frango vivo no mercado paralelo. No atacado paulista, as cotações da ave abatida também recuaram na semana. O resfriado iniciou a R$ 1,98 o quilo no médio atacado e terminou a semana a R$ 1,93, segundo a Jox. Na segunda quinzena do mês a demanda normalmente recua. Agora, a expectativa é com o Dia das Mães, que costuma ser o melhor período do ano para a venda de carnes.
Cobertura de posições
Os preços futuros do suco de laranja voltaram a subir na sexta-feira na bolsa de Nova York. Conforme analistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires, a alta foi sustentada por compras de fundos e de especuladores, que cobriram posições vendidas no pregão anterior. O contrato para julho subiu 335 pontos, para US$ 1,55 por libra-peso. O contrato para setembro subiu 265 pontos, para US$ 1,56. Um analista baseado na Flórida disse que a safra de laranjas do Estado americano está vigorosa e o fim da colheita pode ser antecipado. O analista disse que as cotações praticadas atualmente estão subvalorizadas e deveriam estar na faixa de US$ 1,75. No mercado interno, a caixa de 40,8 quilos de laranja destinada às indústrias de suco saiu a R$ 8,40, segundo o Cepea/Esalq.