Commodities Agrícolas

24/04/2007

Commodities Agrícolas

Recuperação técnica


Os preços futuros do suco de laranja subiram ontem na bolsa de Nova York, sustentados por compras especulativas. Analistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires disseram que tratou-se de um movimento de recuperação técnica após as perdas recentes. O mercado ficou sobrevendido e os preços alcançaram o patamar mais baixo em 11 meses, observaram os analistas. O contrato para julho subiu 345 pontos, para US$ 1,5845 por libra-peso. Há previsões de que o clima e a luminosidade na Flórida serão favoráveis ao desenvolvimento da safra de laranja em 2007/08, pelo menos até junho, quando se inicia a temporada de furacões na região. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos de laranja vendida às indústrias de suco saiu em média a R$ 8,40, segundo o Cepea/Esalq. 


Clima ajuda 
 

Os preços futuros do milho caíram na bolsa de Chicago para o menor patamar em duas semanas, na medida em que o tempo mais seco na região produtora dos EUA melhorou a qualidade do solo e acelerou o processo de plantio nas fazendas. O governo americano acredita que esta ano será o de maior área plantada de milho no país desde 1994. As temperaturas subiram acima do esperado nos últimos três dias desde Nebraska até Ohio. Os contratos para entrega em julho caíram 8 centavos de dólar, ou 2,2%, para US$ 3,64 por bushel em Chicago. O milho é a principal cultura agrícola americana, seguida da soja e do trigo. No mercado paulista, a saca de 60 quilos do milho fechou a R$ 18,95, com queda de 0,27%, segundo o indicador Cepea/Esalq. 


Queda especulativa 
 

Os preços futuros do trigo caíram para o menor patamar em três semanas na bolsa de Chicago, como reflexo das especulações de que a disparada das cotações do cereal registrada neste mês irá dissuadir os produtores de ração dos EUA de utilizar o grão para alimentar o gado. Os contratos do trigo já acumulam ganhos de 15% neste mês, tornando-o US$ 1,42 por bushel mais caro que o milho. Em Chicago, os contratos para entrega em julho caíram 9,25 centavos de dólar, ou 1,8%, para US$ 5,055 por bushel. Em Kansas, que comercializa o trigo americano de melhor qualidade, o recuo dos papéis para julho foi de 9 centavos, também de 1,8%, fechando a US$ 5,015 por bushel. No Paraná, a saca de 60 quilos do trigo fechou a R$ 25,34, com recuo de 0,12%, segundo informou o Deral. 


Brasil derruba 
 

Os preços futuros do café arábica caíram para o menor patamar em nove meses na bolsa de Nova York no pregão de ontem. O resultado reflete a ação de especuladores e fundos. Segundo a Dow Jones, o mercado tentou, sem sucesso, alavancar os contratos ao longo do dia. Os traders questionaram a estimativa do Brasil de produção de 32,1 milhões de sacas nesta safra, abaixo da expectativa do mercado de 34 a 38 milhões. Segundo a Conab, três decepcionantes períodos de floração explicam os números. Os contratos para maio encerraram com recuo de 135 pontos, a US$ 1,0635 por libra-peso; os papéis para julho caíram 125 pontos, para US$ 1,0940. No mercado paulista, a saca de café de 60 quilos fechou a R$ 237,52, com alta de 0,18%, segundo o indicador Cepea/Esalq.