Commodities Agrícolas
Área maior nos EUA
Os preços futuros da soja encerraram o pregão de ontem em queda, após rumores de que os produtores americanos poderão aumentar a área plantada com grão naquele país, segundo analistas ouvidos pela agência Reuters. O ritmo do plantio de milho nos EUA, cultura que deverá avançar sobre os outros grãos, está mais lento que o esperado. Na bolsa de Chicago, os contratos para julho encerraram o dia a US$ 7,2625 o bushel, com recuo de 11,75 centavos. O aumento dos estoques americanos e a queda dos preços do trigo nas bolsas americanas também ajudaram a tirar o suporte das cotações do cereal. As cotações do óleo de soja e do farelo também registraram perdas durante o pregão. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos fechou a R$ 29,53, segundo o Cepea/Esalq.
Clima favorável
Os preços futuros do trigo fecharam em queda ontem, nas bolsas americanas, pressionados pelas notícias de condições climáticas favoráveis às lavouras dos Estados Unidos, de acordo com analistas ouvidos pela agência Reuters. Em Kansas, os contratos para julho encerraram o dia a US$ 4,8975 o bushel, com recuo de 12,25 centavos. Na bolsa de Chicago, os contratos para julho fecharam a US$ 4,9750 o bushel, com baixa de 8 centavos. A expectativa dos analistas de mercado era que as lavouras americanas se deteriorassem, mas os dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram apenas um leve recuo de 55% para 54% as lavouras de boa para excelente. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos fechou inalterado a R$ 25,34, segundo o Deral.
Alojamento recorde
Em março, o alojamento de pintos de corte no país atingiu o recorde de 423,4 milhões de unidades, 24% mais que no mesmo mês de 2006, segundo a Apinco. O secretário-executivo da Apinco, José Carlos Godoy, observou que o dado se explica pelo maior número de dias de produção em março (31). Em fevereiro, com 28 dias, a produção foi de 390,8 milhões. Além disso, afirmou, a base de comparação é baixa, já que em março de 2006 o alojamento despencou em função da crise da gripe aviária. De qualquer forma, apesar da recuperação das exportações de frango, há dificuldades no mercado interno para escoar a produção elevada, diz Oto Xavier, da Jox. Ontem, o frango vivo voltou a recuar mais R$ 0,05, para R$ 1,20 o quilo em São Paulo. O resfriado caiu para R$ 1,78 no médio atacado, ante R$ 1,90 na segunda.
Sólida valorização
As cotações do milho registraram sólida valorização ontem na bolsa de Chicago, impulsionadas por um ritmo de plantio mais lento do que o esperado nos Estados Unidos. Os contratos com vencimento em maio subiram 8,25 centavos de dólar por bushel, para US$ 3,6050, enquanto julho fechou a US$ 3,7125, em alta de 7,25 cents. Conforme o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), até 22 de abril o plantio cobriu 11% da área total prevista para 2007/08, abaixo da média das expectativas de analistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires. Na mesma época do ano passado, o plantio para 2006/07 já alcançava 22%. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&F para a saca de 60 quilos do grão caiu 0,13%, para R$ 18,92. No mês, a queda chega a 5,14%.