Bahia Pesca propõe criação de fundo de apoio à pesca e aqüicultura
Com recursos anuais de R$ 30 milhões, caixa seria fomentado por empresas públicas e privadas relacionadas ao setor
A criação de um fundo de apoio à pesca e aqüicultura que congregue representações governamentais e não-governamentais no incentivo à atividade na Bahia foi proposta pelo presidente da Bahia Pesca, Aderbal de Castro, ao secretário do Planejamento, Ronald Lobato, que sugeriu a estruturação da idéia para incorporação no Plano Plurianual 2008/2011.
Com previsão de recursos iniciais de R$ 30 milhões/ano, o fundo seria fomentado por empresas públicas e privadas, cujas atividades estejam, de alguma forma, relacionadas com a pesca e a aqüicultura.
O provimento financeiro teria como focos o estímulo à produção pesqueira por famílias agrícolas e o incentivo à responsabilidade social e respeito ao meio ambiente.
Entre os projetos que poderão contar com recursos do fundo, está o de reprodução de bijupirá em cativeiro, atividade em que o estado, via Bahia Pesca, se destaca como pioneiro no Brasil.
O projeto possui benefícios sociais e ecológicos, pois o bijupirá é uma das espécies de peixe mais valorizadas na aqüicultura, com valor comercial extremamente significativo.
Laboratório de piscicultura
A Bahia Pesca mantém um laboratório de piscicultura marinha na Fazenda Oruabo, de sua propriedade, em Santo Amaro, onde ocorrem as desovas do peixe. A unidade possui o maior plantel de animais do Brasil (cerca de 200 domesticados) e tem capacidade para produzir inicialmente 100 mil alevinos por ano.
Além do bijupirá, a Bahia Pesca tem projetos estruturados para incentivar a pesca artesanal, a produção de peixes, como robalo e vermelho, e de caranguejo para o repovoamento de manguezais.
Outra proposta visa a criação de um centro de pesquisa tecnológica na região do São Francisco, que inclui a produção de alevinos que vão contribuir para a revitalização do rio.