COURO
Entre os meses de janeiro e março deste ano, as exportações brasileiras de couros cresceram 37%, em relação ao mesmo período de 2006, aumentando de US$ 403,16 milhões para US$ 552,44 milhões, segundo dados divulgados pelo Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil.
Os embarques expandiram 9% em comparação aos três meses do ano passado. De acordo com o balanço dos embarques, comparado ao trimestre anterior, São Paulo detém a liderança (participação de 34,17% e crescimento de 45%), seguido pelo Rio Grande do Sul (participação de 24,61% e aumento de 28%), Mato Grosso do Sul (6,79% e expansão de 47%) e Paraná (6,77% e elevação de 50%). Os demais Estados são Ceará, Goiás, Bahia e Minas Gerais.
Os principais destinos do couro brasileiro no começo deste ano foram Itália (participação de 31,5%), China (21,7%) e Hong Kong (10,62%). Os mercados dos Estados Unidos, Vietnã, Indonésia, Coréia do Sul e Tailândia foram outros compradores do produto nacional.
As vendas externas para o Vietnã cresceram 112% no período, saindo de US$ 6,18 milhões para US$ 13,12 milhões.
O primeiro trimestre de 2007 registrou aumento nas vendas para outros países não-tradicionais na compra do couro brasileiro, a exemplo do México (US$ 7,31 milhões) e da República Dominicana (US$ 2,31 milhões). A Alemanha, por exemplo, expandiu suas compras em 140%, de US$ 3,17 milhões para US$ 7,61 milhões. Os embarques para Cingapura cresceram 491%, de US$ 616,16 mil para US$ 3,64 milhões, enquanto as exportações para as Filipinas cresceram 72 vezes, saltando de US$ 3,4 mil para US$ 244,9 mil.
O complexo industrial é formado pelos setores de curtumes, de calçados, de componentes, de má quinas e de artefatos de couro. A atividade movimenta receita superior a US$ 21 bilhões por ano, reúne 10 mil indústrias, emprega mais de 500 mil pessoas. Em 2006, as exportações do segmento coureirocalçadista brasileiro somaram US$ 4,5 bilhões.
NÚMEROS – Segundo dados do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil, o País é um dos maiores produtores de couro do mundo, com processamento em torno de 45 milhões de unidades, além de ser o maior exportador, com embarques da ordem de 35 milhões de peças. Posições, destaca, explicadas por diversas vantagens comparativas, entre as quais abundante matéria-prima.
O País tem o maior rebanho bovino comercial do mundo (cerca de 195 milhões de cabeças), quantidade transformada em qualidade por um moderno parque industrial, operado por mão-de-obra qualificadas, divulgou o centro das indústrias de curtumes.
"A despeito das adversidades representadas pelas elevadas taxas de juros, pesada carga tributária, baixa cotação do dólar e demora pelo repasse dos créditos fiscais acumulados nas exportações, os embarques até março cresceram 37% em relação ao primeiro trimestre de 2006, aumentando de US$ 403,16 milhões para US$ 552,44 milhões", disse o presidente do centro das indústrias de Curtumes do Brasil, Umberto Cilião Sacchelli para A TARDE Rural.
O PIB da indústria curtidora brasileira é de cerca de US$ 3 bilhões e a atividade emprega ao redor de 45 mil pessoas. Segundo Umberto Sacchelli, a cadeia produtiva coureiro-calçadista tem potencial para exportar US$ 10 bilhões e gerar 650 mil novos empregos nos próximos cinco anos.
O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de calçados, quinto maior exportador. Possui 13 pólos industriais, nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, cuja produção foi de 750 milhões de pares em 2006.