EBDA pesquisa rambutão para cultivo na agricultura familiar

02/05/2007

EBDA pesquisa rambutão para cultivo na agricultura familiar

De origem asiática, a fruta tem sabor semelhante ao da uva e já está sendo cultivada em Ituberá, Ilhéus e Una

Desenvolver um trabalho de seleção de plantas matrizes de rambutão para atender ao agricultor familiar na sua necessidade de diversificação de atividade. Esta é uma das ações desenvolvidas pela Estação Experimental de Mandioca e Fruticultura Tropical da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) no Banco Ativo de Germoplasma (BAG), em Conceição do Almeida.

De sabor semelhante ao da uva e com uma aparência muito atrativa, o rambutão é uma fruta de origem asiática, cultivada comercialmente na Bahia, nos municípios de Ituberá, Ilhéus e Una.

A seleção dos genótipos é realizada com base em observações sobre as características das plantas e dos frutos. Nas plantas observam-se as formas da copa, época de floração, época de colheita e produção.

No caso dos frutos, são realizadas análises sobre as características físicas e químicas, como peso médio, tamanho, rendimento de polpa, acidez, sólidos solúveis totais (brix) e vitamina C.

Desenvolvimento econômico.

"A utilização das seleções com características horticulturais superiores contribuirá para o desenvolvimento econômico no campo, aumentando a renda do agricultor familiar", disse o presidente da EBDA, Emerson Leal.

Em uma avaliação preliminar feita em 45 rambutanzeiros pertencentes ao BAG e oriundos de sementes introduzidas pala Embrapa, os pesquisadores da EBDA observaram que houve uma grande variação de características físicas e químicas do fruto.

O peso médio do fruto variou entre 17,1 e 38 gramas e o rendimento de arilo (parte comestível do fruto) entre 23,1 e 52,4% em plantas que apresentaram bons frutos com brix acima de 18º, o que demonstra a sua boa qualidade.

 

Variedades de fruteira

Com o apoio da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, o BAG mantém atualmente 67 espécies de fruteira, assegurando estoques de germoplasma que permitam o fornecimento de matérias promissoras para a formação de pomares matrizes, além de torná-los disponíveis em trabalho de melhoramento (a exemplo do que está sendo conduzido com o rambutão).

Para o engenheiro agrônomo e pesquisador da EBDA, José Vieira Uzeda Luna, o BAG contribui também na formação de novos profissionais, mediante a sua utilização em aulas de campo para estudantes de escolas técnicas e cursos de graduação e pós-graduação.

"É muito importante a manutenção de espécies de fruta exótica em um BAG, tendo em vista a necessidade de criação de variedades mais adaptáveis às condições locais", disse Uzeda.