Produtores de chocolate europeus visitam a Biofrábrica de Cacau
A vinda da delegação de 26 empresários pode viabilizar ajuda dos chocolateiros aos agricultores brasileiros
Composta de 26 empresários, a delegação veio ao Brasil conhecer as unidades produtivas de cacau e a capacidade do Brasil fabricar chocolates finos. Os chocolateiros são coordenados pela Confederação de Chocolateiros Franceses e Belgas e pela Universidade de Paris.
Segundo Patrícia Aloin, que coordenou a visita ao Brasil, o objetivo é descobrir as qualidades do cacau. Ela disse que o conhecimento poderá viabilizar ajuda dos europeus aos agricultores brasileiros.
Na Biofábrica, onde foram recebidos pelo diretor-geral Moacir Smith Lima e pelo gerente técnico Cláudio Dessimoni, os visitantes conheceram as instalações da unidade produtiva, que tem 40 mil metros quadrados de viveiros.
O viveiro é o maior do mundo e vai produzir 2 milhões de mudas este ano, além de mais 100 mil mudas de essências florestais que servem ao reflorestamento da Mata Atlântica e 80 mil mudas de fruteira.
A delegação conheceu ainda o laboratório de micropropagação vegetal, onde receberam as explicações técnicas e científicas do seu funcionamento. O laboratório da Biofábrica é o maior do mundo no gênero e quando estiver em pleno funcionamento poderá produzir até 14 milhões de mudas totalmente imunes a pragas.
Os produtores se mostraram impressionados com a estrutura da Biofábrica de Cacau no trabalho de recuperação da lavoura.
Geração de receitas
A produção de cacau fino e especial gera receitas que chegam a US$ 500 mil anuais, segundo informou o coordenador da Associação dos Profissionais do Cacau Fino e Especial (APCFE), Nicolas Mailot.
A associação tem trabalho desenvolvido em cerca de 400 fazendas e exportou no ano passado mais de 70 toneladas de cacau fino e especial. A tonelada de cacau fino chega a valer três vezes o preço das amêndoas comuns.
A importância da visita dos europeus à região foi destacada pelo secretário da Agricultura, Geraldo Simões. Para ele, o intercâmbio entre industriais e setores de pesquisa como a Ceplac e a Biofábrica pode ajudar os produtores regionais a obter melhores preços e a expandir mercados.