Revitalização do sul da Bahia

03/05/2007

Revitalização do sul da Bahia

Acompanhado do secretário da Agricultura, Geraldo Simões, o governador Jaques Wagner se reuniu ontem com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, para retomar o Plano Executivo de Aceleração do Desenvolvimento e Diversificação do Agronegócio da Região Cacaueira do Estado da Bahia.

O plano já havia sido discutido e avaliado no encontro realizado em março deste ano com representantes dos ministérios da Agricultura, Fazenda e Planejamento, secretarias da Agricultura, Fazenda e Planejamento da Bahia, Ceplac, Câmara Setorial do Cacau, Comissão Nacional do Cacau, Federação da Agricultura do Estado da Bahia, Associação Brasileira das Indústrias de Cacau, BNDES, Banco do Brasil e Banco do Nordeste.

No encontro de março foram enumerados os problemas que mais afligem os produtores do sul da Bahia, apontando as áreas mais afetadas. Entre elas, o potencial do agronegócio do cacau abaixo da sua potencialidade, dependência da região de uma só cultura, falta de investimento na infra-estrutura do setor, insegurança quanto às questões fundiárias, ambientais e indígenas, pouca organização do setor, carência de políticas públicas específicas à região e decadência sociocultural e turística decorrente da crise do cacau.

Com os problemas expostos, foram traçadas estratégias para a viabilização do plano executivo no estado. Nele estão propostas principalmente a revitalização do extremo sul da Bahia, com a recuperação e modernização da plantação de cacau, e a diversificação das culturas agrícolas no estado.

O plano prevê a implementação de novos produtos na região, como a borracha, o dendê e a pupunha, estimulando a produção dos biocombustíveis e o desenvolvimento da fruticultura, solução para o endividamento dos produtores, definição orçamentária para execução do plano.

O secretário explicou que a meta do plano é conduzir para que a região seja responsável desde a produção da matéria-prima até sua industrialização. Os produtores terão o suporte para o desenvolvimento dessas culturas na região com recursos para a produção de mudas, implantação tecnológica e industrialização do setor agrícola no estado.

"Esse plano beneficia 25% da população do estado. A região cacaueira é a que mais emprega mão-de-obra agrícola na Bahia, enquanto a soja emprega 0,16%, a cultura do cacau emprega 14% da mão-de-obra agrícola na Bahia", comparou o secretário.

Segundo dados da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), a Bahia é responsável por 67% da produção nacional de cacau, um indicador do potencial do sul do estado.

Para o governo da Bahia, o plano é uma oportunidade de finalizar com o período de crise da produção de cacau no estado. Stephanes disse que vai examinar o projeto e convocou para a próxima quarta-feira um encontro com o grupo técnico do plano executivo para definir sua implantação.