Sai a nova edição do ‘Balanço Energético da Bahia’

03/05/2007

Sai a nova edição do ‘Balanço Energético da Bahia’

A publicação faz uma análise das principais transformações ocorridas no setor ao longo do período 1980/2004

A Secretaria de Infra-estrutura (Seinfra) lançou a nova edição do Balanço Energético da Bahia, que contempla a série histórica de 1980 a 2004. O estudo que aponta as principais modificações ocorridas na estrutura da matriz energética baiana ao longo desse período será distribuído entre os diversos órgãos estaduais do país, além de universidades.

O material também ficará disponível no site www.seinfra.ba.gov.br. Pela importância da divulgação de informações atualizadas, a sua veiculação passa a ter periodicidade anual, com a recuperação dos dados de 2005 e 2006 na próxima edição, ainda este ano.

A publicação, ao mensurar os fluxos das fontes primárias e secundárias de energia, desde a produção até o consumo final, oferece uma visão retrospectiva e integrada, identificando pontos de estrangulamento e oportunidades de utilização de novas fontes.

Isso permite o estabelecimento de indicadores e diretrizes para a atuação dos órgãos governamentais privados afetos ao setor, constituindo-se um dos instrumentos indispensáveis para o planejamento energético estadual.

Entre as principais mudanças do balanço está a oferta interna de energia, que registrou uma evolução de 41,9%, ao se comparar o ano de 2004 com o de 1980. Observou-se ainda um aumento da participação da energia não-renovável, que representa 72,2% de toda a oferta interna em 2004, sendo que o petróleo e seus derivados contribuem com 53,2% e o gás natural, com 15,9% do total.

O relatório aponta que o consumo final não-energético – caracterizado, principalmente, pelo uso de algumas fontes de energia como matéria-prima na indústria petroquímica (gás natural e nafta) – registrou um aumento de sua participação relativa de 16%, em 1980, para 22%, em 2004.

Participação da indústria

"No consumo final energético, a participação relativa da indústria cresceu de 39,4%, em 1980, para 44,1%, em 2004, explicada de forma geral pelo aumento estável, ao longo do período, da atividade na indústria baiana, apresentando um incremento médio de 1,25% ao ano", explica a publicação.

O setor terciário (comércio, serviços e transportes) teve uma participação relativa de aumento em relação ao consumo final energético, passando de 15,3%, em 1980, para 29,3%, em 2004.

Esse dado mostra o crescimento do setor terciário com maior utilização de energia, principalmente pela rubrica transportes, com um crescimento médio de 3,45% ao ano, onde se destaca o transporte rodoviário.