Commodities Agrícolas
Especulação sustenta
Os preços futuros do algodão subiram ontem na bolsa de Nova York, com compras por tradings e especuladores, encorajados pelo aumento nas vendas externas de algodão dos EUA, segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires. O contrato para maio recuou 1 ponto, para 46,29 centavos de dólar por libra-peso. O contrato para julho subiu 32 pontos, para 48,60 centavos de dólar. Ainda conforme os analistas, os contratos estavam sobrevendidos, o que motivou a alta. A queda nos preços do milho e do petróleo também estimulou compras em outras commodities. Não havia fundamentos de mercado que causassem forte mudança nos preços. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&F para a pluma recuou 0,2% no dia, para R$ 1,3949 por libra-peso.
Realização de ganhos
Os preços futuros do café arábica recuaram ontem na bolsa de Nova York, após vendas de fundos, que realizaram ganhos obtidos nos pregões anteriores, informaram analistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires. Também houve vendas pelos países de origem. Torrefadoras americanas aguardam a entrada de maiores volumes dos cafés produzidos pela Colômbia, Peru e Brasil. Já há preocupação no mercado sobre os efeitos do clima seco e quente nas lavouras brasileiras. O contrato para julho recuou 120 pontos e fechou cotado a US$ 1,0480 por libra-peso. Não houve negócios na bolsa de Londres com o café robusta, em função do feriado bancário. No porto de Santos, a saca de café de boa qualidade foi negociada entre R$ 277 e R$ 231, de acordo com o Escritório Carvalhaes.
Efeito clima
Os preços futuros do milho registraram forte queda ontem na bolsa de Chicago, com vendas de especuladores após boatos de que o relatório sobre a evolução das lavouras americanas, feita pelo Departamento de Agricultura (USDA), indicaria grande avanço no plantio da safra 2007/08, disseram analistas à Dow Jones Newswires. O relatório, divulgado após o fechamento do pregão, revelou que, até a semana passada, 52% da área prevista para a cultura havia sido cultivada, ante 26% na semana anterior. A média histórica para o período é de 56%. Analistas acreditam que o plantio recorde vai se concretizar nos EUA. O contrato para julho recuou 11,75 centavos de dólar, para US$ 3,79 por bushel. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&F para a saca recuou 0,32%, para R$ 18,69.
Dia das mães
O início do mês e a expectativa de aquecimento das vendas no varejo com a proximidade do dia das mães deram um novo fôlego ao mercado de frango vivo, que vinha em queda desde meados de abril, quando era cotado a R$ 1,50 o quilo. Ontem, o quilo na granja em São Paulo foi negociado a R$ 1,15, alta de R$ 0,10 sobre a sexta-feira, apurou a Jox Assessoria Agropecuária. De acordo com Oto Xavier, da Jox, parte das sobras de frango que existiam foi absorvida, e a oferta ficou mais ajustada, pemitindo a alta dos preços por parte dos produtores de frango vivo de São Paulo. Com a expectativa de melhora nas vendas, o frango resfriado também se valorizou. No médio atacado de São Paulo, o quilo foi cotado a R$ 2,10, em média, ontem, acima dos R$ 1,98 da sexta, segundo a Jox.