Commodities Agrícolas

09/05/2007

Commodities Agrícolas

 

Clima derruba 
 

Os preços futuros do trigo caíram para o menor patamar em mais de três semanas na bolsa de Chicago e de Kansas, diante de informações de melhora nas plantações do grão de inverno pela segunda semana consecutiva, segundo a Bloomberg. De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA, cerca de 57% da safra encontra-se em condições boas ou excelente. O órgão informou que o tempo mais fresco e úmido ajudou na recuperação do trigo, castigado pela geada do mês passado. O país é o maior produtor do mundo. Em Chicago, os papéis para julho caíram 13 centavos, para US$ 4,81 por bushel; em Kansas, a queda para entrega no mesmo mês foi de 9,5 centavos, para US$ 4,76. No mercado interno, a saca de 60 quilos fechou a R$ 25,94, segundo o Deral. 


Argentina libera grão 
 

O governo da Argentina flexibilizou as exportações de milho, que foram suspensas há seis meses para garantir o abastecimento interno. Conforme a agência Reuters, o governo autoriza o embarque de 3 milhões de toneladas, a partir de hoje. O volume corresponde ao volume da safra que não será consumido no país. A previsão é que a produção argentina somará 22 milhões de toneladas no atual ciclo. Ontem, os preços do milho despencaram na bolsa de Chicago, com vendas de fundos e especuladores, sob efeito do relatório de plantio do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), que estimou o cultivo em 53% da área, quando o mercado previa entre 45% e 50%. O contrato para julho recuou 15,50 centavos de dólar, fechando cotado a US$ 3,6350 por bushel. 


Compras especulativas 
 

Os preços futuros do suco de laranja subiram ontem na bolsa de Nova York, com compras de especuladores, sob influência das notícias de que o clima seco está afetando a produtividade dos pomares na Flórida, informaram analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. O clima seco e quente já provocou pelo menos 260 focos de incêndio na Flórida desde segunda-feira. Previsões de que o Estado terá neste ano entre 13 e 14 tempestades tropicais também preocupa o mercado. A agência Meteorlogix prevê clima seco e chuvas esparsas na Flórida até quinta-feira. O contrato para julho subiu 430 pontos, fechando a US$ 1,6760 por libra-peso. No mercado interno, a caixa de 40,8 quilos de laranja vendida às indústrias de suco foi cotada a R$ 7,96, segundo o indicador Esalq/BM&F. 


Exportações em alta 
 

As exportações brasileiras de café verde cresceram 18,28% de janeiro a abril, para 8 milhões de sacas, informou o Cecafé, que representa exportadores. A receita aumentou 30% em relação ao primeiro quadrimestre de 2006, para US$ 1,2 bilhão. Hoje, a Conab promove leilão de 40 mil sacas café dos estoques oficiais, com preços de abertura de R$ 170 e R$ 175 por saca. Ontem, os preços futuros do arábica subiram na bolsa de Nova York, com cobertura de posições vendidas por investidores locais e especuladores. O contrato para julho subiu 45 pontos, para US$ 1,0525 por libra-peso. Em Londres, também houve compras técnicas e o contrato do robusta para julho subiu US$ 18, para US$ 1.625 a tonelada. Em Santos, a saca de boa qualidade saiu entre R$ 230 e R$ 232, segundo o Escritório Carvalhaes.