Novas ferramentas reforçam o monitoramento da Mata Atlântica

09/05/2007

Novas ferramentas reforçam o monitoramento da Mata Atlântica

A Diretoria de Biodiversidade da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) promoveu um encontro para definir estratégias para fiscalização de áreas remanescentes da Mata Atlântica no estado, contempladas pelo Projeto Corredor Central da Mata Atlântica.

Com recursos do projeto, foram adquiridos veículos destinados à fiscalização e monitoramento. Serão ainda construídas duas bases ambientais nos municípios baianos de Teixeira de Freitas e Valença.

O Corredor Central da Mata Atlântica contempla a faixa atlântica desde a Baía de Todos os Santos, ao norte do estado, até o Rio Mucuri, divisa com o Espírito Santo, no extremo sul da Bahia.

São parceiros da Semarh o Ministério Público, a Companhia de Polícia de Proteção Ambiental da Polícia Militar (Coppa), o Ibama, o Centro de Recursos Ambientais (CRA), a Delegacia de Polícia Ambiental da Polícia Civil e a Polícia Rodoviária Federal.

Segundo o diretor de Biodiversidade da Semarh, Milson Batista, para reforçar o controle sobre as áreas remanescentes de floresta, o projeto está investindo no Sistema de Informação Geográfica da Semarh. "Vem sendo elaborado um mapeamento dos minicorredores, em escala de detalhe, com imagens de satélite, de alta resolução", disse.

De acordo com o coordenador do Núcleo Mata Atlântica do Ministério Público da Bahia (MPB), Sérgio Mendes, a idéia é promover uma fiscalização eficiente e duradoura para reprimir o desmatamento e outras agressões ambientais no corredor da Mata Atlântica.

Na oportunidade, o promotor de Justiça propôs uma ação descentralizada, regional e sistêmica entre todos os órgãos envolvidos para otimizar os resultados.

Para prestar consultoria ambiental e elaborar planos de manejo das unidades de conservação assistidas pelo projeto foi contratada a empresa alemã GFA Consulting Group, que, segundo o consultor Cornellius von Fürstenberg, "levará em consideração a participação da sociedade civil".

Além disso, a experiência do Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais servirá de modelo para os trabalhos na Bahia.