Commodities Agrícolas

11/05/2007

Commodities Agrícolas


Brasil derruba 
 

Os preços futuros do açúcar na bolsa de Nova York registraram perdas ontem depois que o Brasil, o maior produtor do mundo, anunciou que a colheita de cana nesta safra, a 2007/08, irá crescer acima do previsto para atender a demanda para etanol. De acordo com o IBGE, os produtores brasileiros colherão o recorde de 513,1 milhões de toneladas de cana, acima da estimativa de abril que apontava para 491,5 milhões de toneladas. A produção da safra passada de cana foi de 455,3 milhões de toneladas. Os contratos para julho caíram 50 pontos, para 9,26 centavos de dólar. No mercado interno, a saca de 50 quilos de açúcar ficou em R$ 29,58 ontem, queda de 3,08%, segundo o Cepea/Esalq. Nesta semana, o indicador do açúcar cristal para o Estado de São Paulo já recuou 4,7%. 


Queda em Nova York 
 

Os contratos futuros do suco de laranja concentrado caíram ontem em Nova York, pressionados por liquidações de fundos com o enfraquecimento da tempestade tropical Andrea, disseram analistas e brokers à agência de notícias Dow Jones. Os papéis para entrega em julho registraram queda de 295 pontos, para fechar a US$ 1,6585 por libra-peso. Embora a tempestade não tenha ameaçado a produção de laranja da Flórida, o fato de ela ter sido a primeira da temporada exerceu um impacto psicológico no mercado. "As pessoas ficaram inquietas com isso ontem, algumas até entraram em pânico", disse Judy Ganes-Chase, presidente do J Ganes Consulting in Katonah. No mercado interno, a caixa de 40,8 quilos da laranja ficou em R$ 7,92, com queda de 0,37%, segundo o Cepea/Esalq. 


Clima pressiona 
 

Os preços futuros do milho recuaram ontem 3% na bolsa de Chicago, pressionados pelo clima favorável para o plantio nos EUA e pelas exportações reduzidas do país, informaram analistas e traders à Reuters. "O tempo bom para o plantio está mantendo a pressão sobre o mercado, enquanto que as vendas externas não foram nada boas", disse Shawn McCambridge, da Prudential Financial. Os contratos para julho caíram 11,75 centavos e fecharam a US$ 3,54 por bushel. Os produtores americanos estão tentando plantar nesta safra a maior área de milho desde 1994, na esteira dos preços recordes impulsionados pela demanda por etanol. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do milho ficou em R$ 18,07 ontem, com queda de 0,31%, segundo o indicador Cepea/Esalq. 


Mais frio, mais canja


O início do mês, a proximidade com o dia das mães e a queda das temperaturas estão aquecendo o mercado de frango. Ontem, a cotação da ave viva subiu mais R$ 0,10, para R$ 1,30 o quilo nas granjas no mercado independente de São Paulo, apurou a Jox Assessoria Agropecuária.  O frio estimula o aumento do consumo de frango e também há expectativa de que o mercado fique mais aquecido por conta do dia das mães, segundo Oto Xavier, da Jox. Essa época do ano costuma ser uma das mais fortes para as vendas de frango. A demanda mais firme também se reflete nos preços do frango abatido. O quilo do resfriado no médio atacado paulista ficou em R$ 2,23, em média, ontem, acima dos R$ 2,18 de quarta e do R$ 1,90 de uma semana antes, segundo a Jox.