Conab fará leilão de milho

11/05/2007
Conab fará leilão de milho
 
Objetivo é equalizar o preço do produto diante da forte elevação da oferta

 

A primeira safra de milho da Bahia, cuja colheita está sendo finalizada, registra uma elevação de 59%, com uma produção de 1,09 milhão de toneladas. Do volume total, mais de 80% deverão ser colhidos no oeste baiano. Diante do aumento da oferta, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza, hoje, um leilão eletrônico do Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural e suas Cooperativas (Pepro) para tentar equalizar o preço do produto, diante da forte elevação da oferta. O arremate garantirá o preço mínimo de R$14 por saca de 60kg, para o escoamento de 60 mil toneladas do grão.

A superintendente regional da Conab para a Bahia e Sergipe, Rose Pondé, afirmou que o preço mínimo da saca no leilão foi estabelecido há cerca de dez dias, quando o valor médio no oeste se situava entre R$13,50 e R$14. No entanto, nos últimos dias, o preço foi elevado para até R$15. “Diante do quadro, o leilão pode registrar poucos negócios. De qualquer forma, ele continua sendo um importante balizador do preço”, afirmou. O prêmio é um instrumento que garante a rentabilidade em períodos desfavoráveis ao produtor. Mas, segundo Pondé, houve, nos últimos dias, uma elevação da procura, o que garantiu a melhora do preço.

O gerente da Cooperativa Agropecuária do Oeste Baiano (Cooproeste), Antônio Assunção, lembrou que o preço do milho chegou a R$20 no ano passado. Mas isto aconteceu em função da queda da produção na região, provocada pela estiagem. Segundo ele, os leilões da Conab não apenas garantem a sustentação do preço, como também beneficiam compradores e produtores, ao facilitar o escoamento da produção.

O aumento do volume produzido na primeira safra de milho da Bahia foi garantido com a elevação da produtividade, de 1,7 mil para 2,7 mil quilos por hectare. Isto porque a área cresceu apenas 2,5%, chegando a 405 mil hectares. O estado ainda vai colher a segunda safra, cuja produção, estimada em 477 mil toneladas, está concentrada, sobretudo, na região nordeste.

PEDRO CARVALHO