GNV: combustível limpo

11/05/2007

GNV: combustível limpo

Gás Natural Veicular (GNV) é um combustível "limpo" por não apresentar impurezas e resíduos da sua combustão. Outro ponto favorável para a sua utilização é o fato de não ser corrosivo nem produzir depósitos de carbonos nas câmaras de combustão.

Além disso, o GNV não contém aditivos. A mistura ar-combustível é perfeita em qualquer temperatura e a sua combustão é mantida por mais tempo do que os demais combustíveis, o que se transforma em benefícios para a vida útil do motor.

O armazenamento do GNV é rea lizado em cilindros de aço especial, no qual o gás é comprimido sob uma pressão de 220 bar. A maioria dos carros convertidos para gás na tural pode ser chaveados e voltar a utilizar o combustível original.

A questão de segurança é outro diferencial. O GNV é mais leve do que o ar, o que possibilita uma dispersão mais rápida, enquanto que sua temperatura de ignição é de 620ºC, bem acima das atingidas por álcool (300ºC) e gasolina (200ºC).

A conversão de veículos para uso de gás natural é bastante simples. Uma montagem típica consiste na instalação do sistema de gás (inclui tubulações extras, conjunto de válvulas e parte eletrônica) e do cilindro de armazenagem, sem remover qualquer equipamento original do veículo.

Com a instalação do kit, o veículo originalmente projetado para rodar com gasolina ou álcool está apto a operar com os dois combustíveis isoladamente: gás natural ou o combustível original, o que o torna bicombustível. O motorista escolhe o combustível acionando um simples botão instalado no painel. A escolha pelo combustível pode ser feita até mesmo com o veículo em movimento.

Após a instalação do kit de conversão o veículo amplia a sua autonomia, pois o veículo mantém o seu tanque original e acrescenta o cilindro de armazenamento do gás natural. O cilindro mais utilizado, com capacidade para 15 metros cúbicos, tem autonomia variando entre 180 e 200 quilômetros, em tráfego urbano, dependendo da eficiência do kit instalado.

A perda da potência do veículo convertido é uma das principais dores de cabeça dos motoristas. O veículo do motorista de táxi, Felipe Santos, um Fiat Uno, perde aproximadamente 5% da força quando está utilizando o Gás Natural Veicular. “Às vezes é complicado, porque o carro fica fraco para subir em ladeiras maiores”, afirma.

Entretanto, o motorista não tem dúvida sobre as vantagens do uso do GNV no seu automóvel. “A economia é incomparável, principalmente para quem trabalha com o carro. O único problema é que o cilindro de gás ocupa mais da metade do porta-malas”, explica.

O cilindro do GNV pesa em torno de 60 kg. Geralmente sua instalação é feita no porta-malas do veículo, havendo assim, perda de espaço para a bagagem. Além disso, face ao seu peso, recomendase em alguns casos reforçar as molas da suspensão.