Exportações baianas em abril renderam US$ 589,5 milhões
Os destaques do período foram os setores metalúrgico, petroquímico, de celulose, de soja, de café e de derivados de petróleo
As exportações baianas atingiram US$ 589,5 milhões em abril, num crescimento de 14,2%, elevando as vendas do estado em US$ 2,1 bilhões no quadrimestre deste ano (+8,4%).
As importações decresceram 4% no mês, interrompendo a seqüência de crescimento acima das exportações verificada na média dos três meses anteriores. No mês passado, estas somaram US$ 339,8 milhões, acumulando US$ 1,6 bilhão nos primeiros quatro meses do ano.
As exportações de setores como o metalúrgico, petroquímico, de celulose, soja e café puxaram as vendas em abril, motivadas pelos ótimos preços internacionais e o contínuo crescimento da economia mundial.
Este cenário vem propiciando uma demanda consistente de exportações, principalmente para as commodities minerais, a preços cada vez mais atrativos.
Só o aumento das exportações de fios e catodos de cobre, por exemplo, responde por 64% do incremento, US$ 106,2 milhões, verificado nas exportações totais da Bahia nos primeiros quatro meses deste ano, em relação a igual período de 2006.
O superintendente do Promo – Centro Internacional de Negócios da Bahia, Ricardo Saback, afirmou que os contratos de longo prazo, o significativo peso das commodities na pauta de exportações e sua expressiva valorização no mercado internacional mantêm as exportações do estado em alta.
"A estratégia das grandes empresas de manter mercados já conquistados, mesmo com a redução de margens, ainda garante o bom ritmo das vendas externas baianas, apesar do câmbio desfavorável", comentou Saback.
Óleo combustível (US$ 259,5 milhões), catodos e fios de cobre (US$ 258 milhões), celulose (US$ 217,1 milhões), automóveis (US$ 198,7 milhões), benzeno (US$ 60,2 milhões), farelo de soja (US$ 45,6 milhões), pneus (US$ 42,5 milhões) e café (US$ 38,8 milhões) lideram a lista de produtos exportados pelo estado este ano, que, setorialmente, apresenta como principais segmentos o petroquímico, o metalúrgico, o de papel e celulose e derivados de petróleo.
Já as principais retrações, a maioria relacionada com a questão cambial, ficaram por conta do setor automotivo (-19,5%), móveis (-4,2%), derivados de cacau (-17%) e calçados de couro (-46,5%).
Soma-se a esses produtos a queda nas vendas de óleo combustível (25,8%), motivada pela redução na quantidade embarcada e pelos preços médios menores (12,1%), comparados a igual período de 2006.
Importações dinâmicas
As importações, apesar de terem arrefecido em abril, se mantiveram dinâmicas em todos os setores, principalmente automóveis (+83%), bens de capital (+27,3%) e bens de consumo (+67%).
Estimuladas pela desvalorização do dólar, pelo aumento da produção industrial e pela expansão do financiamento internacional, as importações acusam um crescimento de 24,7% nesses quatro primeiros meses do ano – três vezes maior do que o incremento verificado nas exportações.
"As compras externas são benéficas, principalmente de insumos e máquinas e equipamentos, porque lubrificam a economia ao forçar o aumento da eficiência da indústria local, além de proporcionar mais concorrência e segurar preços", comentou o gerente de Pesquisas e Informações do Promo, Arthur Cruz.
Mantida a paridade cambial nos níveis atuais e o crescimento esperado da indústria este ano, com a maturação de investimentos em instalação e ampliação anunciados, deve-se registrar um crescimento relativamente mais elevado das importações para a Bahia em 2007.
Os principais produtos importados até abril foram minério de cobre (US$ 374,3 milhões), nafta (US$ 259,5 milhões), automóveis (US$ 131,2 milhões), cacau em grão (US$ 46 milhões) e trigo (US$ 37,4 milhões).
Modernização da produção
No setor de bens de capital, ligado à modernização dos processos produtivos, destacam-se as compras de turbinas a gás, microprocessadores, máquinas para fabricação de pastas de celulose, circuitos impressos e máquinas cortadeiras.
Os principais mercados para as exportações baianas no período foram os Estados Unidos com 20%, seguido por Argentina com 12% e Países Baixos com 9%. Já os principais fornecedores do estado foram o Chile, principal fornecedor de minério de cobre com 23%, Argentina com 13% e Estados Unidos com 8%.
As empresas que mais exportaram no quadrimestre foram a Petrobrás com US$ 319 milhões, Caraíba Metais com US$ 300 milhões, Braskem com US$ 228 milhões, Ford com US$ 213 milhões e Veracel com US$ 122 milhões.