Commodities Agrícolas

17/05/2007

Commodities Agrícolas

Compras técnicas 
 

Os contratos futuros do algodão atingiram ontem o maior patamar em um mês na bolsa de Nova York, devido a um movimento de compras técnicas por especuladores, que cobriram posições vendidas no pregão anterior, informou a Bloomberg. O contrato para outubro subiu 128 pontos, para 52,03 centavos de dólar por libra-peso. Analistas ouvidos pela agência também disseram que o aumento da diferença entre os preços praticados nos EUA e na China e a valorização do yuan sobre o dólar devem estimular compras pelos chineses e sustentar os preços da pluma no mercado externo. No Brasil, os preços do algodão caíram 5,6% no mês devido à oferta da safra antiga e à entrada de pluma da safra nova. O indicador Cepea/Esalq recuou 1,01% ontem, para R$ 1,3063 por libra-peso. 


Consolidação em NY 
 

A ausência de compradores e um leve movimento de vendas especulativas determinaram a queda das cotações do suco de laranja ontem em Nova York. Os contratos com vencimento em julho fecharam a US$ 1,6580 por libra-peso, em baixa de 300 pontos, ao passo que os futuros para entrega em novembro caíram 205 pontos, para US$ 1,6395. Para traders ouvidos pela agência Dow Jones Newswires, trata-se da consolidação de um patamar de preços que antecede a temporada desde ano de furacões na Flórida, que reúne o segundo mais importante parque citrícola do mundo, atrás apenas para São Paulo. No mercado paulista, ontem a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco saiu, em média, por R$ 7,92, conforme levantamento do Cepea/Esalq. 


OIC mantém previsão 
 

A Organização Internacional do Café (OIC) manteve a projeção, feita em março, para a safra mundial 2007/08, de 112 milhões de sacas, contra 121 milhões no ciclo anterior, informou a Reuters. Ontem, preços futuros do café subiram nas bolsas de Londres e Nova York, com compras de especuladores estimulados pela pouca oferta do grão e cobertura de posições, informou a Dow Jones Newswires. Em Londres, o contrato para julho subiu US$ 26, para US$ 1.692 a tonelada. Em Nova York, o contrato para julho subiu 240 pontos, para US$ 1,0970 por libra-peso. No Brasil, a Somar Meteorologia informou que é possível a ocorrência de geadas no Paraná, São Paulo e sul de Minas nos dias 25 e 26. Em Santos, a saca de boa qualidade foi vendida entre R$ 230 e R$ 234, segundo o Escritório Carvalhaes. 


Real forte ameaça 
 

A paridade do real abaixo de R$ 2 por dólar paralisou as vendas de soja no Brasil e reduziu a liquidez de oferta do grão no exterior, estimulando forte alta nos contratos de soja negociados na bolsa de Chicago. Analistas ouvidos pela agência Reuters disseram que a alta do real anulou a valorização nos preços internacionais. Tal cenário pode inclusive desestimular o aumento do plantio na próxima safra. Ontem, em Chicago, fundos compraram 13 mil contratos. O papel para julho subiu 15,25 centavos de dólar, ou 1,9%, para US$ 7,9950 por bushel - a maior cotação desde 26 de fevereiro. A Famato, que representa produtores do Mato Grosso, estima que há menos de 20% da safra para ser vendida no Estado. Em Rondonópolis (MT) o preço de referência da saca foi de R$ 26.