Commodities Agrícolas
Plantio no Canadá
O plantio de trigo no Canadá ocupava 31% da área prevista para a safra até o dia 14, ante 8% na semana anterior. A média histórica para o período é de 38%. Segundo a Reuters, o clima seco encorajou a evolução do plantio. Ontem (dia 17), os preços futuros do trigo baixaram na bolsa de Chicago. O contrato para setembro recuou 11 centavos de dólar, para US$ 4,9825 por bushel. Segundo analistas ouvidos pela Reuters, a proximidade da colheita nos EUA trouxe pressão ao mercado. A rejeição de uma carga americana pelo Egito também provocou efeito negativo aos preços. Na bolsa de Kansas, os preços recuaram pelas mesmas razões. O contrato para setembro caiu 7,75 centavos de dólar, para US$ 4,8850. No Paraná, o preço médio da saca valorizou 0,31% no dia, para R$ 25,99.
Recuperação técnica
Os preços futuros do suco de laranja subiram ontem (dia 17) na bolsa de Nova York, sustentados por compras de especuladores que cobriram posições vendidas nos pregões anteriores. Analistas ouvidos pela agência Reuters disseram que houve uma recuperação técnica dos preços e que o mercado aguarda notícias que fundamentem uma mudança na direção dos preços, como a entrada do período de furacões e tempestades tropicais na Flórida. O contrato para setembro valorizou 125 pontos, para US$ 1,6570 por libra-peso. Segundo a Reuters, preocupa o mercado o clima seco na região dos pomares da Flórida e em São Paulo. No mercado interno, o preço médio da caixa de 40,8 quilos de laranja vendida às indústrias de suco ficou em R$ 7,79, segundo o indicador Esalq/BM&F.
Embarques de DDG
As exportações pelos EUA de DDG (do inglês Distillers Dried Grains), um subproduto do milho, foram de 1,228 milhão de toneladas na safra 2005/06, 13% mais que no ciclo anterior. Na safra atual, até fevereiro, o país embarcou 632,4 mil toneladas. Segundo a agência Dow Jones Newswires, o nível mais baixo deve-se ao maior consumo nos EUA pelas usinas de etanol e por pecuaristas. Na quinta-feira, os preços futuros do milho caíram na bolsa de Chicago, com vendas de especuladores, influenciados pelas notícias de avanço do plantio no Meio-Oeste dos EUA e pelas previsões de clima favorável na região no fim de semana. O contrato para setembro caiu 6 centavos de dólar, para US$ 371,50 por bushel. No Brasil, o indicador BM&F/Esalq para a saca recuou 0,13% no dia, para R$ 18,68.
Recorde no Vietnã
Os preços do café no Vietnã subiram 3,8% na última semana, ou US$ 60, atingindo novo recorde de US$ 1.660 por tonelada, informou a Reuters. O país é o maior exportador de robusta, usado para café instantâneo. Segundo a Organização Internacional do Café (OIC), o país repetirá a colheita de 15,5 milhões de sacas nesta safra. Ontem (dia 17), os preços futuros do robusta seguiram em alta na bolsa de Londres, com compras de especuladores. O contrato para julho subiu US$ 26, para US$ 1.718 por tonelada. Em Nova York, os preços do arábica subiram, com cobertura de fundos, embora tenha havido vendas de origem, segundo a Reuters. O contrato para julho subiu 340 pontos, para US$ 1,1310 por libra-peso. No Brasil, o indicador Esalq/BM&F para a saca subiu 2,73%, para R$ 237,05.