Revitalização da agricultura no sul da Bahia é discutida em Brasília
Alternativa à cacauicultura, o plano pretende implantar na região novas culturas, como borracha, dendê e pupunha
Os detalhes finais do lançamento do Plano Executivo de Aceleração do Desenvolvimento e Diversificação do Agronegócio da Região Cacaueira do Estado da Bahia foram discutidos ontem, em Brasília, pelo governador Jaques Wagner e o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes. A expectativa do governador é de lançar o plano em junho, nas comemorações do Dia Internacional do Cacau.
Segundo Wagner, o plano é uma oportunidade de colocar um ponto final no período de crise da produção de cacau na Bahia e ao mesmo tempo estimular o plantio de outras culturas. "O plano está muito bem estruturado, pois vai permitir dar um passo à frente no desenvolvimento da agricultura na região", afirmou após o encontro, realizado no gabinete do Ministério da Agricultura.
Stephanes disse ao governador que já está concluído o eixo central da proposta elaborada pelo grupo técnico do plano, mas ainda faltam amarrar os detalhes finais do projeto. Possivelmente, o ministro virá à Bahia participar do lançamento.
O plano começou a ser estudado em março deste ano, com representantes dos ministérios da Agricultura, Fazenda e Planejamento, secretarias estaduais do governo da Bahia, Ceplac, Câmara Comercial do Cacau, Comissão Nacional do Cacau, Federação da Agricultura do Estado da Bahia, Associação Brasileira das Indústrias de Cacau, BNDES, Banco do Brasil e Banco do Nordeste.
Desde que tomou posse o ministro Stephanes, Wagner e o secretário da Agricultura, Geraldo Simões, retomaram as propostas já encaminhadas pelo grupo de trabalho sobre o plano. Nele estão propostas para a recuperação e a revitalização do sul da Bahia, com a modernização da plantação de cacau e a diversificação das culturas agrícolas no estado.
Novos produtos
O plano prevê a implementação de novos produtos na região, como a borracha, o dendê e a pupunha, estimulando a produção dos biocombustíveis e o desenvolvimento da fruticultura, solução para o endividamento dos produtores e definição orçamentária para execução da iniciativa.
Os produtores terão suporte para o desenvolvimento dessas culturas na região com recursos para a produção de mudas, implantação tecnológica e industrialização do setor agrícola no estado. A meta do plano é dar condições para que a região seja responsável desde a produção da matéria-prima até sua industrialização.
Hoje, a Bahia é a responsável por 67% da produção nacional de cacau, um indicador do potencial do sul do estado, além de 14% da mão-de-obra agrícola.