Aberta a 3ª Agrishow

23/05/2007

Aberta a 3ª Agrishow

A terceira edição da Agrishow LEM foi aberta ontem, no município de Luís Eduardo Magalhães (a 960 km de Salvador, no oeste do Estado), com a presença de produtores rurais, governador Jaques Wagner, secretários de Estado da Bahia e Tocantins. A estimativa dos organizadores é que, nos cinco dias de evento, 25 mil pessoas visitem a feira tecnológica e aproximadamente R$ 200 milhões sejam gerados em negócios.

Com mais de 90 empresas de máquinas, implementos e insumos agrícolas, a feira é um marco na recuperação econômica do setor do agronegócio, que vem de três safras difíceis, o que levou ao cancelamento da feria no ano passado.

Segundo o presidente da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia e coordenador da feira, Humberto Santa Cruz, a expectativa de bons negócios é grande “porque estamos saindo de uma crise e esperamos que a feira deflagre um novo capítulo na história do agronegócio baiano”.

Com um total de 130 hectares, o parque-fazenda Agrishow tem reservados 100 hectares para as exposições.

Empresas exibem o potencial das máquinas e equipamentos no preparo do solo, aplicação aplicação de defensivos, plantio direto, dentre outras atividades agrícolas.

“Acho importante ver as máquinas trabalhando antes de decidir em qual marca vou investir”, salientou o produtor Ivo Fredrich.

PESQUISA – Na abertura da Agrishow , foi lançada a pedra fundamental do Centro de Pesquisa e Difusão de Tecnologia Agrícola (CPTA), que será implementado ao lado da fazenda Agrishow. Com área de 200 hectares, 120 irrigados por pivô central, o centro terá a função de se tornar uma referência tecnológica que abrigará os ensaios de pesquisa da Fundação Bahia com as principais culturas cultivadas no cerrado baiano.

Os recursos para a implantação da CPTA são provenientes da iniciativa privada, com aporte financeiro do Fundo para o Desenvolvimento do Agronegócio do Algodão (Fundeagro), Fundação Bahia e da Aiba. Segundo o presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão e presidente da Fundação Bahia, Walter Horita, “a idéia é desenvolvermos, além de pesquisas voltadas para o cerrado, também pesquisas direcionadas para os pequenos produtores do Vale do Rio Grande, para provocar o desenvolvimento de toda a região”.

MIRIAM HERMES