Commodities Agrícolas

25/05/2007

Commodities Agrícolas


Influência do óleo 
 

A soja voltou a fechar em alta ontem na bolsa de Chicago sustentada pelas preocupações climáticas e "contaminada" pelos ganhos no mercado de óleo de soja, segundo a Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em agosto fecharam a US$ 8,1250 por bushel, com alta de 4,25 centavos de dólar. O contrato de óleo de soja, com o mesmo vencimento, subiu 69 pontos e fechou a 35,82 centavos de dólar por libra-peso. 


De acordo com analistas, a previsão de chances reduzidas de chuvas no Meio-Oeste americano, fatores técnicos e a alta do óleo por causa da valorização do produto na Malásia e à perspectiva de maior demanda para biodiesel estimularam as compras. O indicador Cepea/Esalq para a soja ficou em R$ 30,27 por saca ontem, alta de 0,5%. 


Frio e câmbio alentam 
 

Os preços do café se firmaram nesta semana com a chegada da frente fria no Sul do país. Em Nova York, os preços subiram 9% em dez dias, informou a Reuters. Segundo a agência, o câmbio tem desestimulado as exportações, contribuindo para a menor oferta do arábica no mercado externo e também para a alta dos preços. Na quinta-feira, os preços futuros do arábica subiram na bolsa de Nova York com compras técnicas. O contrato para setembro subiu 130 pontos, para US$ 1,1610 por libra-peso. Em Londres, os preços futuros do robusta também subiram, com compras de especuladores e falta de vendas pelos exportadores da Ásia. O contrato para setembro subiu US$ 14, para US$ 1.726 por tonelada. No Brasil, o indicador Esalq/BM&F para a saca subiu 1,57% no dia, para R$ 241. 


Estoques baixos


O Conselho Internacional de Grãos (IGC) reduziu sua projeção para a safra global 2007/08 de trigo para 620,6 milhões de toneladas, ante 623,4 milhões. A entidade reduziu a previsão de estoques globais em 2 milhões, para 115 milhões de toneladas, que seria o mais baixo desde 1981. Na Argentina, a área será de 3% menor, de 5,4 milhões de hectares, segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires. As previsões ajudaram a sustentar os preços futuros do cereal nas bolsas de Chicago e Kansas. Em Chicago, o contrato para setembro valorizou 14 centavos de dólar, para US$ 5,0375 por bushel. Em Kansas, setembro subiu 11,75 centavos, para US$ 4,91. Segundo a agência Dow Jones Newswires, chuvas excessivas nos EUA e a seca na Ucrânia e na Europa também motivaram compras por especuladores. 


Recuperação em NY 
 

Os contratos futuros de algodão fecharam em alta ontem na bolsa de Nova York, recuperando-se da maior parte das perdas do pregão anterior. Os papéis com vencimento em outubro subiram 59 pontos a 53,24 centavos de dólar por libra-peso. Cobertura de posições vendidas depois do recuo de quarta-feira e compras especulativas - aproveitando os preços mais baixos - deram sustentação à alta, segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. Os dados das exportações semanais de algodão dos EUA divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) também deram alguma sustentação ao mercado. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o algodão ficou em 120,32 centavos de reais por libra-peso na quinta-feira, queda de 1,32% no dia.