Empresários do sisal vão em missão comercial à Alemanha
A visita poderá render bons negócios para os produtores e exportadores baianos junto aos compradores europeus
O Sindicato das Indústrias de Fibras Vegetais do Estado da Bahia (Sindifibras), no âmbito das ações do Projeto Sisal/Apex, com apoio da Agência de Promoção de Exportações (Apex Brasil), do Ministério das Relações Exteriores, e do Promo – Centro Internacional de Negócios da Bahia, realiza no próximo mês uma missão comercial do sisal à Alemanha.
De 1º a 10 de junho, com o objetivo de gerar novas oportunidades de negócios no setor, a delegação estará em contato com possíveis compradores para conhecer suas necessidades na área de fibra e derivados de sisal.
Nos dias 2 e 3, a delegação visita a Feira Agri Historika, na cidade de Sinsheim, especializada no setor agrícola. Entre os dias 4 e 8, os empresários visitam compradores alemães e apresentam os seus produtos e material promocional (vídeos, folders, mostruário), por meio de reuniões com todo o grupo e encontros individuais.
Haverá também visitas ao Porto de Hamburgo, Embaixada Brasileira em Berlim e Centro de Distribuição da Apex, em Frankfurt.
O superintendente do Promo, Ricardo Saback, afirmou que as perspectivas são de crescimento das exportações baianas para a Europa. Segundo ele, as exportações baianas de sisal e derivados para a Alemanha chegaram a US$ 749.736 no primeiro trimestre do ano.
De acordo com dados do Promo, a Bahia exportou principalmente para os Estados Unidos, China, México, França, Portugal e Alemanha. Vale ressaltar que dos US$ 33,1 milhões em derivados de sisal exportados pelo Brasil para todo o mundo nos três primeiros meses deste ano, 98,3% foram vendidos pela Bahia.
O presidente do Sindifibras, Wilson Andrade, declarou que a Alemanha, segunda potência econômica mundial, importa acima de 6,5 mil toneladas de produtos de sisal por ano e tende a consumir mais, devido à utilização da fibra na produção para a indústria automobilística.
"Temos que aproveitar esse bom momento para mostrar que o Brasil e a Bahia têm condições de vender cada vez mais a este mercado, atendendo às suas exigências e especificações", destacou Andrade.