Russos podem limitar trava a cinco unidades

28/05/2007

Russos podem limitar trava a cinco unidades


O Ministério da Agricultura fez na sexta-feira em São Paulo uma reunião com a missão russa que está no país há duas semanas inspecionando a exportação de carnes. Segundo Nelmon Oliveira da Costa, diretor de Inspeção de Produtos de Origem Animal do ministério, a reunião não foi definitiva, mas esclareceu alguns pontos e pode ajudar para o fim do entrave no caso de cinco das dez unidades embargadas pela Rússia. 


Ficou acertado que o ministério fará uma auditoria nas unidades embargadas no início desta semana. Costa acredita que cinco unidades terão o embargo revogado em breve porque algumas informações foram esclarecidas, uma por uma. Houve caso, por exemplo, de confusão de registros de carnes com registros de laticínios pela missão russa. 


Segundo Costa, há três opções para resolver a questão: o envio de relatório sobre a situação desses frigoríficos diretamente para a Rússia; o agendamento de uma reunião em Moscou, para que os técnicos brasileiros entreguem esses relatórios; ou mais tratativas com a missão que está no país. Para ele, é mais rápido tratar diretamente com a missão que está no Brasil. Em Paris, Evgueny Nepoklonov, diretor interino do Serviço Federal de Supervisão Veterinária e Fitossanitária da Rússia, reuniu-se com Inácio Kroetz, secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, e o convidou para uma visita à Rússia para conversar sobre o assunto - o que não está definido. 


Os russos ainda relataram preocupação com os portos de Antonina e Paranaguá, no Paraná. Eles reclamaram que na mesma área de embarque há carnes aprovadas e não aprovadas para venda à Rússia e em algum momento elas "se cruzam". Costa diz que o governo pretende efetuar mudanças nesses portos para que existam separações claras. 


Há cerca de dez dias, os portos paranaenses e o de Itajaí (SC), segundo Costa, só podem embarcar carnes à Rússia em contêineres lacrados, sem que os produtos fiquem armazenados em entrepostos nesses Estados, embargados desde 2005 por causa dos focos de febre aftosa no país.. 

VANESSA JURGENFELD