Commodities Agrícolas

29/05/2007

Commodities Agrícolas

Á espera das bolsas 
 

O mercado interno de café operou ontem com poucos negócios e preços estáveis. As bolsas de Nova York e de Londres ficaram fechadas por conta do feriado do Memorial Day, deixando o mercado sem direção, disse Eduardo Carvalhaes, do Escritório Carvalhaes. "Foi um dia muito calmo. Muitos preferiram esperar a terça-feira para fazer negócios", afirmou. Ele observou que os preços do café recuaram no mercado externo na sexta-feira, mas as posições compradas pelos fundos eram equivalentes às vendidas, dificultando prever a tendência para os próximos dias. No Brasil, a frente fria que atingiu Paraná, São Paulo e Minas Gerais não afetou os cafezais, mas há nova frente fria prevista para o fim da semana. Em Santos (SP), a saca de boa qualidade foi vendida entre R$ 237 e R$ 242. 


Leve alta no atacado 
 

O índice da RC Consultores que mede o comportamento de uma cesta de 17 produtos agropecuários no atacado de São Paulo fechou o intervalo entre os dias 18 e 24 de maio com variação positiva de 0,1%. Com isso, a média de maio passou a apresentar alta de 0,6% em relação à média de abril. Em relação a maio de 2006, o patamar atual de preços é 22,7% superior, em média. Na semana passada, subiram no atacado paulista, conforme a RC, os preços de feijão (19,6%), milho (3,4%), ovos (2,5%), suíno (2%) e trigo (0,2%). Caíram, em contrapartida, as cotações do tomate (16,9%), do frango abatido (6,7%), do açúcar (4,9%), do arroz (1,5%), da batata (0,7%) e do algodão em pluma (0,4%). Permaneceram estáveis a soja, o café, o leite (tipos B e C) e a laranja. 


Produtor recebe menos 
 

O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo (IqPR), pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria de Agricultura do Estado -, encerrou a terceira quadrissemana de maio com variação negativa de 3,4%. Segundo o IEA, os produtos de origem vegetal pesquisados caíram, na média ponderada, 3,36% no período, enquanto os produtos de origem animal recuaram 3,47%. Do universo total de 19 produtos, os maiores recuos foram os do tomate para mesa (32,7%) e da banana nanica (18,33%), mas, pelo peso que tem no índice, a desvalorização mais relevante foi a da cana (5,49%). "Descontada" a cana, a variação negativa do IqPR no intervalo foi menor (2,34%). 


Clima preocupa 
 

O risco de geadas no Sul, que pode afetar a produtividade da safrinha de milho no Paraná, deixa o mercado do grão apreensivo, segundo a consultoria Céleres. No Centro-Oeste é a falta de chuvas que preocupa. A Céleres informa que há regiões, como Jataí, onde existem áreas com perdas de 100% por causa da estiagem. As incertezas sobre o clima já afetam os preços. Em Barreiras (BA), a saca subiu 11,1% na semana passada, para R$ 15,00. Em Uberlândia (MG), teve alta de 6,7%, para R$ 16,00. Conforme o último acompanhamento da Céleres, 28,1% das lavouras de milho safrinha do Centro-Sul estão em fase de germinação e desenvolvimento vegetativo, 30,1% estão em floração, 30,7% estão em de enchimento de grãos e 11% em maturação. O indicador Esalq/BM&F subiu 0,65% ontem, para R$ 19,39 a saca.