A defesa sanitária e seus reflexos para o meio ambiente
Em comemoração à Semana Mundial do Meio Ambiente, a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), vinculada à Secretaria da Agricultura (Seagri), celebra seus resultados obtidos nos programas de Inspeção de Produtos de Origem Animal e Defesa Sanitária Vegetal, que por reflexo vêm acarretando conseqüências benéficas ao meio ambiente. O maior exemplo disso é o Programa Campo Limpo, da área de Defesa Sanitária Vegetal, que desde 2002, atua no recolhimento de embalagens vazias de agrotóxicos. Em parceria com o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev), atende a Lei Federal 9.974/00, que disciplina o recolhimento e destinação final das embalagens dos produtos fitossanitários. O programa preserva a saúde do trabalhador rural, como também ajuda a reduzir o impacto ambiental, através de uma destinação final adequada dos vasilhames plásticos.
Como o próprio nome diz, essa é uma das contribuições que a Adab oferece para tornar o campo mais limpo, preparando também a população para ser multiplicadora de informações no que diz respeito ao uso correto dos agrotóxicos, seus perigos, cuidados necessários para o manuseio e armazenamento, para que não haja uma degradação do solo e seus recursos. Mais de 10 artefatos são produzidos a partir da reciclagem das embalagens, tais como conduíte, cordas de nylon, recipientes para óleo lubrificante, barricada e economizadores de concreto para construção civil, além de alguns itens para área hospitalar. Atualmente a Bahia é o 9º estado consumidor de agrotóxico do país e o 3º lugar em arrecadação de embalagens vazias. O estado possui hoje sete unidades de recebimento, e o município de Barreiras, oeste baiano, que foi a primeira central implantada, é a campeã
Outro Programa que repercute positivamente para o meio ambiente, é o de Modernização e Regionalização do Abate, que em cumprimento à Portaria Ministerial Nº 304/96, que regulamenta as condições do abate e a comercialização de carne clandestina e seus derivados. O abate clandestino de carne gera prejuízos não só pela sonegação de impostos e os riscos à saúde pública, mas também comprometem o meio ambiente, pois sem a fiscalização, os animais que possuem doenças degenerativas são sacrificados e suas vísceras, sangue e fezes, jogados no solo, rios e afluentes prejudicam o meio ambiente. Recentemente, em ação conjunta com Ministério Público do Estado e nove órgãos federais e estaduais, entre eles, a Vigilância Sanitária, Crea-Ba e o Ibama, a Adab executou ações de fiscalização para proteção do Rio São Francisco, direcionadas ao abate clandestino, que acarreta sérios impactos ambientais, principalmente para as afluentes dos rios, pois o tratamento dos efluentes destes estabelecimentos devem obedecer às normas ambientais.
MARIANA BJÃO
Assessoria de Comunicação - Abab