Crescem a safra de grãos e a indústria

11/06/2007

Crescem a safra de grãos e a indústria

Tendo o milho à frente, produção deve chegar a 5,5 milhões de toneladas, quase 30% a mais do que o ano anterior

Dois importantes indicadores da economia baiana apresentam boas perspectivas. A produção de grãos do estado deve atingir 5,5 milhões de toneladas – um incremento de 27,6% na safra 2007 em relação ao ano anterior. A estimativa é do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado pelo IBGE em maio. Já a produção física da indústria baiana (transformação e extrativa mineral) para o primeiro trimestre deste ano registrou um aumento de 2%, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), também do IBGE.

Entre os grãos, observaram-se incrementos na produção da soja (15,4%), algodão (30,1%), feijão (33,2%), milho (46%) e sorgo (28,9%). Para as demais lavouras, destaque para o aumento na produção de mandioca (3,8%) e na de cana-de-açúcar (1,9%).

O resultado negativo deve ficar por conta da produção de café (-22,7%). Entre os motivos observados por analistas do setor para esta queda, ressaltaram-se a prática de podas drásticas, aliada ao menor índice de ocorrência de floradas na região do planalto (tradicionais), o baixo uso de insumos, o aumento das áreas semi-abandonadas, a substituição do café pelo eucalipto e a bienualidade negativa.

O crescimento de 2% na produção industrial no primeiro trimestre deste ano foi impulsionado pelo resultado favorável de seis dos oito setores da indústria de transformação baiana. 

O resultado foi influenciado, sobretudo, pelo desempenho positivo dos segmentos de alimentos e bebidas (17,8%) e produtos químicos (2,9%). Entre os segmentos que apresentaram taxa negativa, estão veículos automotores (-18,5%) e refino de petróleo e produção de álcool (-3%). A indústria extrativa mineral apresentou decréscimo de produção no período (-4,0%).

Empregos

– O nível de pessoal ocupado da Bahia, segundo a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salários (IBGE), teve uma redução na indústria geral de 0,5% no primeiro trimestre deste ano, comparando-se com 2006. A taxa é inferior ao resultado observado no cenário nacional, onde a variação de pessoal ocupado na indústria registrou uma taxa positiva de 1,2%.

Entre os segmentos que exerceram pressão significativa para o resultado negativo do estado, destacaram-se produtos químicos (-10,8%), minerais não-metálicos (-13,5%) e fumo (-31,1%).Os segmentos responsáveis pelo aumento no número de pessoas foram alimentos e bebidas (11,8%), calçados e couro (4,3%) e indústrias extrativas (7,5%).

Exportações aumentam 8,4%

Balança comercial baiana fechou as exportações com valor total de US$ 2,139 bilhões, entre janeiro e abril deste ano – um incremento de 8,4% em comparação com o mesmo período do ano passado.

As importações registraram um crescimento significativo de 24,7% no período, com um total de US$ 1,618 bilhão. Esses resultados configuram um superávit acumulado no saldo comercial de US$ 521 milhões.

Segmentos-destaque

Os segmentos químicos e petroquímicos, metalúrgicos e petróleo e derivados determinaram o expressivo desempenho das vendas externas no período. Juntos, os três setores responderam por 52,4% das exportações baianas. Entre as maiores taxas de crescimento, destacaram-se as dos segmentos de borrachas e suas obras (274,5%), soja e derivados (79,7%), químicos e petroquímicos (41,6%), metalúrgico (23,7%) e papel e celulose (18,1%). As vendas de petróleo e derivados mantêm resultado negativo, com taxa de -33,6% no período.