Transgênicos ocupam 20% da atual safra

11/06/2007

Transgênicos ocupam 20% da atual safra

O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, João Carlos Jacobsen, estima que 20% da atual safra (em fase de colheita) é de algodão geneticamente modificado. A variedade usada é o Bollgard Evento 531, a única de transgênico aprovada pela CTNBio e conhecida como BT (Bacillus thuringiensis).

O algodão BT recebeu o gene cry1Ac, que produz endotoxinas com ação inseticida para pragas como curuquerê do algodão, lagarta-rosada e lagarta-da-maçã. Ao ingerir a folha do algodão BT, estes insetos morrem instantaneamente.

De acordo com estudos da CTNBio, esta variedade não traz riscos para a saúde humana ou ao meio ambiente.

“O BT existe como inseticida há mais de 40 anos no mercado e já era usado como forma orgânica de fazer agricultura”, diz, acrescentando que com ele o produtor reduz o número de funcionários intoxicados e o número de aplicações de agrotóxicos entre oito a nove vezes. Na plantação convencional, em média, são feitas 20 aplicações de agrotóxicos.

O Brasil está há uns 12 anos atrasado no uso de tecnologia transgênica, na opinião do especialista em melhoramento de algodão, Eleusio Curvello. A redução de custos de uma lavoura convencional para uma transgênica é estimada em US$ 130 por hectare.

De acordo com os produtores brasileiros, os concorrentes na exportação têm acesso a essa tecnologia. “Em um produto como o algodão, que mais da metade da área se destina a exportação, faz muita diferença, pois estamos, em média, 17% menos competitivos que os Estados Unidos, por exemplo, em função desta dificuldade de uso da transgenia aqui no Brasil”, acentua Eleusio Curvello.