Bahia fecha as portas par a cochonilha

18/06/2007

Bahia fecha as portas par a cochonilha

Uma portaria publicada no último dia 12 pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) proíbe a entrada, o trânsito e o comércio em todo o Estado de palma forrageira e outras variedades provenientes de regiões onde foi detectada a ocorrência de cochonilha do carmim (Dactylopius opuntiae Cokerell), praga que ataca as lavouras de palma forrageira (Opuntia ficusidica).


A medida, segundo explicaram técnicos da Adab, integra o programa de ações do Projeto de Prevenção à Cochonilha do Carmim, com propósito de manter a Bahia na zona livre da ocorrência da praga, encontrada nos Estados de Pernambuco e Paraíba. A fiscalização na Bahia será com barreiras fixas e móveis, para bloquear possíveis vetores que possam introduzir a praga no Estado. No caso de descumprimento das normas, o material procedente de locais com ocorrência da doença será apreendido e destruído.


Cultivada em áreas com acentuado nível de pobreza no Nordeste, a palma forrageira tem grande importância socioeconômica para a região do semiaacute;rido. Nos períodos de estiagem, serve de alimentação dos rebanhos, sobretudo em pequenas propriedades, da agricultura familiar. Também é utilizada na alimentação humana, com grande valor nutricional, rica em vitamina A, ferro e cálcio, inclusive com propriedades medicinais que vêm sendo pesquisadas.

NA PARAÍBA – A cochonilha do carmim tem causado elevados danos, atingindo a pecuária bovina, caprina e ovina, com prejuízos para o agronegócio. Estudos mostram que já foram destruídos mais de 100 mil hectares de palma forrageira em Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. Altamente devastadora, a praga, que provoca perdas de 100% da produção, é disseminada pelo vento, animais, veículos, mudas e partes vivas da palma forrageira.


A Secretaria do Desenvolvimento Agropecuária e da Pesca da Paraíba anunciou que o controle, o combate e a convivência com a praga da cochonilha do carmim passaram a fazer parte de ações efetivas do governo, para recuperação dos plantios e o fortalecimento da cultura como suporte para a pecuária no semi-árido.


Os municípios com maior incidência da praga são Boa Ventura, Bonito de Santa Fé, Curral Velho, Diamante, Ibiara, Imaculada, Itaporanga, Juru, Livramento, Mãe D´Água, Manaira, Olho D´Água, Ouro Velho, Princesa Isabel, Santana de Mangueira, São José de Princesa, São Sebastião do Umbuzeiro, Prata e Tavares. A Adab firmou parceria com o governo da Paraíba para capacitação e treinamento de profissionais. Esta parceria será realizada em Monteiro (PB), onde os especialistas baianos observarão as técnicas de manejo, com o objetivo de prevenir e controlar a praga.

ARI DONATO