EBDA instala áreas de pesquisas em novos munícipios

18/06/2007

EBDA instala áreas de pesquisas em novos munícipios

Os municípios de Amélia Rodrigues, Irará, Alagoinhas, Conceição do Almeida, Irecê, Itaetê, Utinga, Ourolândia e Ribeira do Pombal, com um experimento cada; Itaberaba, com dois; e Iraquara, com três unidades, integram um projeto de desenvolvimento do pinhão-manso na Bahia, da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA). O projeto começou no ano passado, com 15 unidades de observação.


Nessas áreas são feitos registros da incidência de ataque de pragas e de doenças, de floração e frutificação, altura de planta, número de ramificações/ planta, de cachos/planta, número de frutos e cacho e tomada de dados pluviométricos. Segundo o coordenador dos trabalhos, o pesquisador da EBDA, Benedito Lemos de Carvalho, os recursos para implantação e acompanhamento das atividades são exclusivamente da empresa baiana, embora haja recursos alocados no Fundo de Desenvolvimento Científico, do Banco do Nordeste, e também junto à Petrobras.

Ele disse que em algumas áreas as plantas apresentam excelente aspecto vegetativo, já em frutificação, enquanto em outras áreas a cultura ainda está em fase de floração. “No município de Irecê, apesar do período de estiagem logo após o plantio, as plantas se comportaram de forma excelente, o que demonstra uma boa resistência ao estresse hídrico”, comentou o pesquisador, chamando a atenção para a forma de polinização do pinhão-manso, realizada quase totalmente por insetos, com predominância de abelhas e vespas.

COMBUSTÍVEL – Encontra do em quase todo o território baiano, o pinhão-manso tem na faixa costeira, a partir do litoral até uma distância de 100 quilômetros, sua maior predominância, mas, também, floresce em diversos municípios do semiaacute;rido. Pesquisada como fonte de combustível limpo, informam pesquisadores da EBDA, a planta tem como vantagens a produtividade, que pode chegar a 8 mil quilos de sementes por hectare.


Destacam também a produção de óleo por semente (uma amêndoa produz até 40% de óleo), a adaptação a diversos tipos de solo, clima e altitude, a colheita (realizada na estação seca) e ainda a propagação, tanto por sementes quanto por estaquia. O pinhão-manso está entre as fontes do biodiesel – outras são soja, girassol, mamona, gergelim, dendê, amendoim, canola e algodão. Já é cultivado em diversas partes do mundo, entre os quais a Índia e a Tailândia, maiores produtores mundiais.


Nesses países, o óleo produzido é utilizado para fins medicinais e, também, na produção de sabão. Na antiguidade foi utilizado na iluminação pública e de residências. Quando é queimado, o óleo de pinhão-manso não produz fumaça nem deixa resíduos no ambiente, destacam pesquisadores da EBDA.